A Polícia Federal indiciou, nesta terça-feira (24), Anderson de Oliveira Gonçalves e Márcio José Toledo Pinto sob a acusação de integrarem um esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O relatório parcial da investigação já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, os dois homens responderão por exploração de prestígio e por fazerem parte de uma organização criminosa estruturada. O grupo atuava dentro e fora dos tribunais, envolvendo também crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência para manipular decisões.
Um dos pontos centrais da investigação envolve Márcio José Toledo Pinto, que trabalhava no gabinete da ministra Nancy Andrighi. A polícia afirma que ele se aproveitava do cargo para criar, editar e extrair minutas de decisões judiciais que seriam negociadas pelo grupo.
Apesar do envolvimento de servidores lotados nos gabinetes dos ministros Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro, a Polícia Federal foi enfática ao declarar que não há provas contra os magistrados até o momento.
O relatório aponta que não foram encontrados indícios de que os servidores agiam em conjunto com os ministros. Além disso, a perícia financeira não identificou pagamentos ou movimentações suspeitas destinadas aos juízes do tribunal.
O caso segue sob análise da Justiça, enquanto a PF continua apurando se existem outros envolvidos no esquema que mancha a imagem da alta corte em Brasília.







