A Polícia Federal (PF) lançou uma operação importante nesta terça-feira (13), chamada Furvus, para desmontar uma quadrilha que estava roubando dinheiro de caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal. O grupo, que tinha base em São Paulo, escolheu várias cidades na Bahia como alvo principal, além de outras regiões do país.
Os criminosos agiam de forma itinerante, viajando por diferentes lugares. Na Bahia, eles atacaram caixas em Camaçari, na região metropolitana de Salvador; Lauro de Freitas, também na região metropolitana de Salvador; Feira de Santana, no interior do estado; Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, e Poções, também no sudoeste baiano. Além disso, a quadrilha foi vista em Curitiba, no Paraná.
Entre novembro e dezembro do ano passado, a PF registrou que o grupo fez pelo menos sete ataques. Quatro deles deram certo, e em três, eles não conseguiram levar o dinheiro. O prejuízo inicial estimado é de R$ 24,7 mil, mas a polícia acredita que o valor total roubado pode ser bem maior.
O Dispositivo "Jacaré": Como os Furtos Aconciam
A quadrilha usava um método bem engenhoso e silencioso para não levantar suspeitas logo de cara. Eles faziam de conta que iam fazer um depósito, o que forçava a abertura do compartimento do caixa eletrônico.
Com a abertura, eles usavam uma ferramenta feita por eles mesmos, conhecida como "jacaré". Com esse "jacaré", eles conseguiam "pescar" os envelopes que estavam lá dentro, com dinheiro e cheques que outros clientes tinham acabado de depositar. Era um crime planejado para ser rápido e discreto.
A Operação Furvus cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e também aplicou medidas cautelares para um quinto integrante da quadrilha. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Vitória da Conquista e executadas em São Paulo, com a ajuda da equipe local da Polícia Federal.
Além das prisões, a Justiça também mandou bloquear as contas bancárias e sequestrar os bens dos envolvidos. Isso é para garantir que o dinheiro roubado possa ser devolvido.
Os investigados agora vão responder por formação de quadrilha (associação criminosa) e furto qualificado. Se forem condenados, as penas somadas podem passar de 10 anos de prisão.
As informações foram confirmadas pela Polícia Federal, com detalhes também divulgados pelo parceiro local do Bahia Notícias, o Camaçari Notícias (Cn1).







