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PF deflagra Operação Último Elemento para apurar fraudes em concurso próprio em Alagoas

Ação realizada em União dos Palmares mira suspeitos de burlar seleções para agente e delegado; aparelhos apreendidos serão periciados.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
20 de maio, 2026 · 00:43 2 min de leitura
Agentes da Polícia Federal durante operação de busca e apreensão
Agentes da Polícia Federal durante operação de busca e apreensão

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Último Elemento no município de União dos Palmares, no interior de Alagoas. O objetivo é apurar suspeitas de fraudes em concursos públicos realizados pela própria corporação para os cargos de agente e delegado federal.

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Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça, os policiais apreenderam um aparelho celular e um computador. Os dois equipamentos serão submetidos à perícia técnica e devem contribuir para o avanço das investigações. Não houve prisões durante a ação.

Segundo a PF, a operação desta terça é um desdobramento de uma investigação anterior que já apurava irregularidades em certames públicos, com raízes na Paraíba. Na fase anterior, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 2 de prisão preventiva nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

O esquema investigado vai além dos concursos da PF. Apurações anteriores apontam que um grupo criminoso atuou de forma estruturada em diversas seleções de alta concorrência no país. Entre os certames afetados estão o Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, seleções do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e de polícias civis, militares e científicas de Alagoas.

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O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou denúncia contra dez pessoas suspeitas de integrar ou colaborar com a organização criminosa. De acordo com o MPF, o grupo captava candidatos dispostos a pagar pela aprovação, infiltrava pessoas nos locais de prova para fotografar as questões e enviava as imagens em tempo real a especialistas, que distribuíam os gabaritos mediante pagamento.

Os crimes apontados incluem organização criminosa, fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade documental. Em março de 2026, a Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas e de um agente da corporação, ambos suspeitos de envolvimento no esquema.

A Operação Último Elemento representa uma nova fase do caso. Segundo a PF, a ação tem como objetivo "aprofundar a coleta de provas e fortalecer a investigação criminal", garantindo a integridade dos processos seletivos públicos. A identidade dos investigados não foi divulgada, e o caso segue sob sigilo.

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