O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi oficialmente considerado pela Polícia Federal como estando em 'lugar incerto e não sabido'. A notificação, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16), dá a ele um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa.
Ele responde a um processo administrativo disciplinar (PAD) por abandono de cargo. A investigação apura as faltas injustificadas do ex-deputado, que deixou seu posto de escrivão da PF em Angra dos Reis (RJ) e se mudou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025.
Por conta da situação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já está afastado de suas funções desde fevereiro. A corregedoria da PF determinou que ele entregasse sua carteira funcional e a arma de fogo que usava em serviço.
Se a defesa não for apresentada no prazo ou se os argumentos não forem aceitos pela comissão processante, Eduardo Bolsonaro pode ser demitido do serviço público. O processo foi aberto formalmente em janeiro deste ano.
O ex-deputado alega que deixou o Brasil por sofrer perseguição política e judicial. Além do processo por abandono de cargo, ele também é réu por coação no curso do processo, devido a ações que teria tomado nos EUA contra autoridades brasileiras.







