O Brasil está na iminência de perder uma bolada de R$ 2 trilhões em investimentos. O motivo é o fim de um programa de incentivos fiscais que barateava a construção de data centers, os 'cérebros' da internet e da inteligência artificial (IA).
O programa, chamado Redata, dava um belo desconto em impostos como IPI, PIS e Cofins para empresas que quisessem montar ou ampliar seus centros de processamento de dados por aqui. A ideia era simples: atrair a tecnologia para o nosso quintal, gerando empregos e desenvolvimento.
Acontece que o Redata nasceu de uma Medida Provisória, que tem prazo de validade. O Congresso até tentou transformar a medida em lei definitiva, mas o projeto travou no Senado e a MP 'caducou', ou seja, perdeu a validade. Agora, o setor ficou num limbo, sem a vantagem fiscal que tornava o Brasil competitivo.
Sem o desconto, o famoso 'custo Brasil' pesa no bolso. Enquanto outros países cobram de 5% a 10% de imposto sobre os equipamentos caríssimos que vão dentro dos data centers, aqui a mordida pode chegar a 36%. Essa diferença assusta qualquer investidor.
Na prática, o país corre o risco de ficar para trás na corrida da inteligência artificial. Com os custos nas alturas, empresas gigantes podem preferir investir em outros lugares. O Brasil pode chegar em 2029 tentando instalar uma tecnologia que o mundo já considerará ultrapassada.
Além da grana, ter esses 'cérebros' funcionando aqui era uma questão de segurança, para garantir que dados importantes dos brasileiros e do governo ficassem guardados em território nacional. O governo agora corre contra o tempo para tentar resolver esse vácuo e não deixar o Brasil virar um deserto tecnológico.







