A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) deu mais um passo nas investigações sobre o duplo homicídio ocorrido em 20 de maio, em Delmiro Gouveia, no Sertão do estado. Na segunda-feira (25), a comissão de delegados responsável pelo caso solicitou à Justiça a quebra do sigilo telemático dos três policiais: o suspeito Gildate Goes, de 61 anos, e as vítimas Yago Gomes Pereira, de 33, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47.
A medida prevê autorização judicial para acessar, extrair, analisar e compartilhar os dados encontrados nos aparelhos celulares dos três policiais. A corporação trata o caso como duplo homicídio.
As investigações são conduzidas por uma comissão formada pelos delegados Eduardo Mero, delegado-geral adjunto; Antônio Carlos Lessa, diretor de Polícia da Região do Sertão; Sidney Tenório, diretor da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); e Flávio Dutra, coordenador das delegacias de homicídios do interior.
O crime aconteceu na madrugada de 20 de maio, na Rua Floriano Peixoto, no centro de Delmiro Gouveia. Segundo a polícia, os três policiais retornavam de uma ocorrência quando Gildate, que estava no banco traseiro da viatura, teria sofrido um surto e atirado contra os colegas. Yago e Denivaldo foram atingidos na cabeça e morreram no local. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas nada puderam fazer.
Gildate foi preso em casa ainda na madrugada do crime, apresentando falas desconexas, conforme confirmou a PC-AL. Em depoimento, ele alegou não se lembrar do que aconteceu após um jantar com os colegas na cidade de Piranhas — informação que já motivou diligências naquele município.
A versão do surto, no entanto, é contestada pela família das vítimas. O tio de Yago, o próprio delegado Luciano Cardoso, classificou publicamente o ato como uma execução e afirmou que o suspeito agiu para eliminar testemunhas. A Polícia Científica e o IML realizaram a perícia no local, e a viatura onde os policiais estavam também será periciada.







