Uma corrida de aplicativo terminou em tragédia na tarde de sexta-feira (31): a passageira, Bárbara Elisa Yabeta Borges, de 28 anos, foi atingida por um tiro na cabeça enquanto seguia pela Linha Amarela, na zona norte do Rio de Janeiro, e não resistiu aos ferimentos.
O que aconteceu
Segundo relatos e imagens de redes sociais, o ataque ocorreu durante um tiroteio na via — a pista chegou a ser interditada por alguns minutos e motoristas foram filmados dando marcha à ré para escapar dos disparos. Bárbara foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Bonsucesso, onde morreu.
De acordo com o motorista do aplicativo, a corrida havia saído da Ilha do Governador com destino ao Cachambi. Ao acessar a Linha Amarela, na altura da passarela do Fundão, ele ouviu uma sequência de tiros e percebeu que a passageira, no banco traseiro, havia sido atingida. Um homem de 22 anos também foi baleado no rosto; ele passou por cirurgia e foi transferido para o CTI do Hospital de Bonsucesso.
Local e apreensões
A Polícia Militar informou que os disparos ocorreram nas imediações do Complexo da Maré, com confronto registrado na altura da Rua Praia de Inhaúma, próximo ao Morro do Timbau. Equipes do 22º BPM foram acionadas e, durante a ação, apreenderam:
- um fuzil
- munição
- carregadores
Houve reforço do policiamento na região e a Linha Amarela foi liberada após a interdição temporária para que as equipes realizassem os procedimentos de praxe.
Investigação
A ocorrência foi encaminhada à 21ª DP (Bonsucesso), que passou a investigar o caso e a realizar a perícia no local. A Polícia Civil recolheu depoimentos de testemunhas para tentar apurar a dinâmica do tiroteio e a origem dos disparos.
Bárbara trabalhava como bancária e mantinha perfil ativo nas redes sociais, onde costumava publicar fotos de viagens e atividades físicas. Horas antes de sair de casa, ela havia compartilhado um texto sobre a importância de priorizar pessoas e afetos — amigos e conhecidos deixaram mensagens de pesar nas publicações.
O episódio aconteceu na mesma semana de uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 100 mortos em comunidades da zona norte, o que acentuou a comoção.
Como evitar que viagens do dia a dia terminem assim? A pergunta permanece enquanto as investigações correm e a cidade busca respostas.







