Um vídeo que passou a circular nas redes sociais levou ao afastamento do padre Luciano Braga Simplício, de 39 anos, pela Diocese de Diamantino (Mato Grosso).
O que aconteceu
O registro mostra a noiva de um fiel sendo encontrada escondida no banheiro da casa paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá. O flagrante ocorreu no sábado (11/10) e as imagens começaram a viralizar a partir de terça-feira (14/10).
No vídeo aparecem familiares arrombando portas da residência paroquial; o sacerdote surge de shorts e a jovem, de 21 anos, foi localizada sob a pia do banheiro.
A Diocese afirmou que “todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas” e pediu orações da comunidade.
Em áudio divulgado nas redes, atribuído ao padre, Luciano Braga Simplício negou qualquer envolvimento. Ele disse que a jovem teria pedido para usar um quarto externo para tomar banho e trocar de roupa após atividades na igreja e afirmou que “não teve nada”. Perfis do sacerdote nas redes sociais foram desativados após a circulação das imagens.
Apuração policial
A jovem registrou boletim de ocorrência por divulgação indevida de imagens. A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos de compartilhar o vídeo — entre eles, o pai do noivo e amigos do fiel — com o objetivo de apreender celulares e mídias e identificar a origem da divulgação.
Segundo a imprensa local, as investigações seguem por apurações que incluem:
- constrangimento ilegal qualificado,
- invasão de domicílio,
- dano qualificado,
- exposição de intimidade,
- dano psicológico.
Esfera eclesiástica e desdobramentos
De acordo com as normas do Código de Direito Canônico, padres do rito latino devem observar o celibato. Eventuais violações podem levar a sanções que vão desde advertência até suspensão do exercício do ministério, a critério do bispo diocesano, com possibilidade de encaminhamento à Congregação para o Clero.
As celebrações na Paróquia Nossa Senhora Aparecida seguiram normalmente, passadas a ser conduzidas pelo padre Pedro Hagassis, de 76 anos. O caso segue sob apuração, tanto na esfera eclesiástica quanto na policial, em Nova Maringá, município com pouco mais de 5,8 mil habitantes.
Enquanto as investigações continuam, a comunidade acompanha o caso e aguarda esclarecimentos das autoridades competentes.







