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Polícia

Valdnei Caires condenado a 34 anos por morte de Beatriz na Bahia

Valdnei Caires foi condenado a 34 anos e 24 dias pelo desaparecimento e morte de Beatriz; corpo da jovem grávida de seis meses ainda não foi localizado.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de outubro, 2025 · 12:22 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O julgamento realizado nesta quinta-feira (16), em Brumado, na Bahia, condenou o ex-vereador Valdnei da Silva Caires, conhecido como Bô, a 34 anos e 24 dias de prisão pela morte e desaparecimento de Beatriz Pires da Silva, de 25 anos. O corpo de Beatriz não foi localizado.

O caso

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O crime ocorreu em janeiro de 2023, em Barra da Estiva, na região da Chapada Diamantina. Beatriz era mãe de uma criança de dois anos e estava grávida de seis meses quando desapareceu. As investigações apontaram que o ex-vereador seria o pai do bebê que ela esperava.

A jovem foi vista pela última vez em 11 de janeiro de 2023, ao entrar em um veículo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade — o mesmo automóvel que Valdnei costumava usar enquanto exercia o mandato.

Valdnei foi preso em 21 de junho de 2023 por meio de um mandado de prisão preventiva, no âmbito de investigação por homicídio qualificado. Em 12 de julho de 2023, o Ministério Público da Bahia ofereceu denúncia por feminicídio, sustentando que o crime teria relação com a recusa do acusado em aceitar que Beatriz revelasse a paternidade, fato que, segundo o parquet, poderia prejudicar sua imagem pública.

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O ex-vereador teve o mandato cassado em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Barra da Estiva.

A mãe da vítima, Célia Pires, relatou que Beatriz não havia identificado o pai do primeiro filho e que, ao engravidar novamente, disse que ambos os filhos tinham o mesmo pai.

A sentença foi proferida no processo que apurou o desaparecimento e a morte da jovem, após denúncias e prisões realizadas ao longo de 2023. Até a data do julgamento, o corpo de Beatriz não havia sido encontrado.

E o corpo? Ainda não foi localizado — um silêncio que pesa para a família e que também condiciona as próximas etapas da investigação.

Próximos passos

  • A decisão de primeira instância pode ser objeto de recursos por parte da defesa.
  • Continuam possíveis outras medidas processuais e investigativas à medida que o caso avance.

O caso segue sob acompanhamento da Justiça, e familiares e comunidade aguardam desdobramentos e respostas.

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