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PAD por homicídio e publicações no Instagram: investigador baiano acumula processos disciplinares após morte de chefe do CV

A Polícia Civil da Bahia abriu procedimento disciplinar contra Douglas Pithon e outro investigador suspeitos de matar gerente do Comando Vermelho em Salvador — e de celebrar o episódio nas redes sociais.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de maio, 2026 · 00:09 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Polícia Civil da Bahia (PCBA) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do investigador Douglas Lima Pithon e do também investigador Anderson Luis Mota de Andrade, denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelo crime de homicídio simples. A abertura do procedimento ocorre duas semanas após a Justiça aceitar a denúncia criminal contra os dois policiais.

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Segundo informações divulgadas pelo portal Bahia Notícias, o PAD tem como objeto a atuação dos investigadores em 5 de setembro de 2024, data em que Sueliton de Almeida Coelho, um dos principais líderes do Comando Vermelho, morreu em confronto com policiais da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), no Nordeste de Amaralina, em Salvador. A portaria do procedimento disciplinar também determina a análise de publicações feitas no Instagram que teriam supostamente celebrado a morte do suspeito.

O caso aconteceu durante a Operação Falsas Promessas, que também prendeu os rifeiros Ramhon Dias e José Roberto, o Nanan Premiações. Durante a ação, Sueliton de Almeida Coelho, líder do Comando Vermelho, morreu em troca de tiros. Por conta da atuação criminosa, ele tinha mandados em aberto por tráfico e organização criminosa.

A megaoperação foi deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), e mirava pessoas envolvidas em esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas por meio de rifas ilegais. Após um ano de atividade de inteligência, investigações apontaram que o esquema ilícito movimentou mais de meio bilhão de reais, oriundos do tráfico de drogas.

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A denúncia criminal foi aceita pela Justiça no dia 11 de maio, e a ação penal tramita no 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador, segundo a fonte original. O PAD foi instaurado na sequência, como medida administrativa paralela ao processo judicial.

O procedimento não é o primeiro envolvendo Pithon. A PCBA abriu um processo administrativo anterior para apurar a conduta dele após declarações em um podcast, feitas em 2025, nas quais ele levantou questionamentos sobre a condução de investigações oficiais e procedimentos internos da instituição. Antes disso, Pithon, que atuava na CORE, foi transferido para a Coordenação de Polícia Interestadual. A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado e tem autorização do Delegado-Geral da Polícia Civil, André Augusto de Mendonça Viana.

O investigador acumula um histórico de reconhecimentos dentro da carreira policial. Com uma carreira de mais de duas décadas dedicadas à segurança pública, Pithon atuou no Brasil e no exterior, em países como Estados Unidos, Israel, França, Espanha e México. Além de investigador da PCBA, ele possui formação acadêmica em Direito, mestrado em Filosofia e várias pós-graduações nas áreas de Inteligência, Segurança Pública e Gestão Estratégica. Nas redes sociais, o investigador reúne mais de 200 mil seguidores no Instagram, onde costuma comentar temas de segurança pública.

A PCBA ainda não se pronunciou publicamente sobre os detalhes do novo PAD. O caso coloca em xeque a conduta de policiais condecorados e levanta questões sobre o uso de redes sociais por agentes do Estado em situações de operações com resultado fatal.

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