A notícia de que a patente do Ozempic está para vencer animou quem busca uma versão mais barata do famoso remédio. Mas a verdade é que o genérico, ou um similar mais em conta, não vai aparecer na prateleira da farmácia tão cedo. A expectativa é que as primeiras canetas fabricadas no Brasil só cheguem no segundo semestre deste ano.
O principal motivo da demora é a burocracia. Para um laboratório poder fabricar a semaglutida, substância do Ozempic, precisa do "ok" da Anvisa, a vigilância sanitária. Existem 14 empresas na fila, mas a agência vai liberar as autorizações aos poucos, o que pode estender o processo até 2028.
E não espere um desconto gigante logo de cara. As primeiras versões não serão "genéricos", que por lei têm um desconto de pelo menos 35%. Serão "similares", com uma redução de preço menor. Hoje, o Ozempic custa cerca de R$ 1.300, mas é achado por R$ 999. A versão similar pode chegar custando algo em torno de R$ 900 a R$ 1.040.
Outro ponto é que fabricar o Ozempic não é como fazer um comprimido. A caneta injetável exige uma fábrica super moderna e esterilizada, além de transporte com refrigeração. É um processo caro e complexo, e poucas empresas no Brasil têm essa estrutura pronta para começar a produzir imediatamente.
A farmacêutica EMS, uma das gigantes do setor, já avisou que, mesmo com a aprovação da Anvisa em mãos, levaria pelo menos 90 dias para colocar o produto no mercado. Enquanto isso, a Novo Nordisk, dona do Ozempic, não está parada e também investe para manter sua força no mercado brasileiro.
Para o consumidor, a dica é ter paciência. A concorrência vai aumentar com o tempo, e só então os preços devem cair de verdade. Além disso, outros medicamentos concorrentes, como o Mounjaro, também estão chegando para disputar espaço, o que pode mexer com o mercado no futuro.







