A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Reino Oculto. A ação apura um esquema suspeito envolvendo armas, drogas e lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 4 milhões.
Os mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e da Região Metropolitana, em dois municípios do interior da Bahia e em seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Mais de 250 policiais civis participam da operação, que tem apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) e do Ministério Público da Bahia.
As investigações começaram em março deste ano. Segundo a apuração, o grupo suspeito dividia as tarefas entre setores de comando, administração financeira, armazenamento, transporte, distribuição e venda de entorpecentes, além do fornecimento de armas.
As drogas eram encaminhadas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. A investigação também aponta que armas e munições, incluindo as de calibre 5,56, eram transportadas com uso de uma empresa de fachada.
O Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) deflagrou a operação, conforme uma das fontes consultadas. A ação também envolve a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), setores da Polícia Civil baiana e as polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
A investigação apura tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas e munições e lavagem de dinheiro. Os nomes dos dois municípios do interior baiano não foram divulgados nas informações consultadas. Também não há confirmação de ação específica em Paulo Afonso ou em cidades da região.







