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Polícia

Operação descobre adulteração de combustível com metanol ligada ao PCC

Operação conjunta revelou esquema bilionário de adulteração de combustível com metanol ligado ao PCC; testes apontaram até 90% de metanol e risco a veículos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
20 de outubro, 2025 · 08:13 2 min de leitura
Homem abastecendo carro - Imagem: Max kegfire/Shutterstock
Homem abastecendo carro - Imagem: Max kegfire/Shutterstock

Em agosto de 2025, uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo, do Ministério Público Federal e das Polícias Federal, Civil e Militar trouxe à tona um esquema bilionário de adulteração de combustíveis com metanol, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Como a fraude funcionava

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O metanol foi usado por dois motivos principais: era mais barato — em parte por ter tributação inferior — e se dissolvia na mistura, o que dificultava a detecção em fiscalizações baseadas em amostras. Como isso passou despercebido por tanto tempo? Em muitos casos, os testes e coletas não captavam a variação da mistura, permitindo que a fraude seguisse em larga escala.

Quanto havia na mistura

A ANP permite até 0,5% de metanol na mistura. Os levantamentos da operação, porém, encontraram concentrações de até 90% em alguns postos — um desvio enorme em relação ao limite permitido.

Riscos para o seu carro

Laudos técnicos apontaram que o metanol é tóxico e corrosivo. Mesmo no primeiro abastecimento, o combustível adulterado pode causar danos ao veículo. Entre as peças que correm risco estão:

  • bicos injetores;
  • câmara de combustão;
  • guia de válvulas;
  • flauta de combustível;
  • bomba de alta pressão;
  • bomba de baixa pressão.
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Em concentrações muito altas, o metanol pode queimar a bomba de combustível. Com o acúmulo de danos, o carro pode acabar parando de funcionar ao longo do tempo.

Como identificar e se proteger

Um dos sinais de abastecimento com combustível adulterado é a perda de potência do motor; outros sintomas podem surgir conforme as peças vão sendo afetadas. Para reduzir o risco, as recomendações foram abastecer em postos de confiança, desconfiar de preços muito abaixo do normal e sempre solicitar a nota fiscal. Essas medidas não eliminam totalmente o perigo, mas dificultam que fraudes em larga escala atinjam tantos consumidores.

As investigações continuam sob responsabilidade das equipes da operação, e as autoridades indicaram que podem haver desdobramentos judiciais, como ações e audiências.

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