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Operação da PF combate fraudes bancárias em Vitória da Conquista e Salvador

A PF realiza a operação Worms 2 na Bahia, cumprindo 24 mandados e desmantelando fraudes bancárias significativas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
13 de novembro, 2025 · 07:48 1 min de leitura
Foto: Divulgação / Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a operação Worms 2 – “Não Seja um Laranja”, com o intuito de desmantelar uma rede criminosa envolvida em fraudes bancárias, estelionato, furto qualificado e lavagem de dinheiro nas cidades de Vitória da Conquista e Salvador, na Bahia.

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De acordo com a PF, o grupo utilizava contas em nome de terceiros, conhecidas como “laranjas”, para movimentar recursos desviados da Caixa Econômica Federal e de outras instituições financeiras. A operação abrange o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares e um mandado de prisão preventiva, todos autorizados pela Justiça Federal.

A ação é parte da Força-Tarefa Tentáculos, que visa o combate às fraudes eletrônicas por meio da colaboração entre a PF, bancos e fintechs. As investigações foram originadas a partir das operações Worms e Não Seja Um Laranja, realizadas em 2022. A PF informou que o esquema evoluiu para um intrincado sistema de lavagem de dinheiro digital, usando instituições de pagamento, plataformas de apostas on-line e criptoativos para disfarçar a origem dos fundos.

Relatórios de inteligência financeira apontam movimentações que superam R$ 6,9 milhões entre 2023 e 2024, com uma estimativa de que esse valor possa atingir R$ 20,9 milhões em um período de cinco anos. A PF investiga ainda indícios de que o grupo estaria vinculado ao tráfico de drogas, sugerindo que parte dos recursos possa ter origem em outras atividades ilícitas.

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Além da execução dos mandados, a Justiça também determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros dos implicados, visando enfraquecer a organização criminosa. As penas para os crimes investigados podem exceder 30 anos de prisão. Segundo a PF, ceder contas bancárias para a movimentação de dinheiro ilegal configura crime e contribui para o financiamento de organizações criminosas.

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