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Polícia

Operação Apito Final mira grupo criminoso no sul da Bahia

Operação Apito Final no extremo sul da Bahia cumpre mandados contra organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e suspeita de corrupção.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
27 de janeiro, 2026 · 10:22 2 min de leitura

Uma grande ação conjunta, batizada de “Operação Apito Final”, movimentou o extremo sul da Bahia nesta terça-feira (27). O Ministério Público da Bahia (MP-BA), junto com a Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Militar, uniu forças para cumprir oito mandados de busca e apreensão. O objetivo? Desmantelar uma organização criminosa que atua na região.

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As buscas aconteceram em endereços estratégicos nas cidades de Eunápolis, Ubaitaba e Porto Seguro, incluindo os charmosos distritos de Arraial D'Ajuda e Trancoso. Todos esses locais ficam no extremo sul da Bahia, uma área crucial para a atuação do grupo investigado.

Entenda a Ação e os Alvos da Operação

Os alvos dessa operação são pessoas que, segundo as investigações, fazem parte de uma sofisticada organização criminosa. Durante as ações, as equipes conseguiram apreender documentos e vários dispositivos eletrônicos. O MP-BA considera esse material fundamental. É por meio deles que os investigadores esperam aprofundar tudo o que já sabem, esclarecer completamente os fatos e identificar cada um dos envolvidos para que respondam pelos seus atos.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que faz parte do MP-BA, as investigações revelam que o grupo funciona como uma verdadeira empresa do crime, com cada integrante tendo uma tarefa específica. A principal atividade que está sendo investigada é o tráfico de drogas. Isso vai desde a coordenação das atividades ilegais e a movimentação de grandes volumes de dinheiro, até toda a logística para que a droga chegue ao seu destino.

  • Tráfico de drogas: Principal atividade do grupo, com coordenação, finanças e logística.
  • Comunicações clandestinas: Usavam meios secretos para dificultar a identificação.
  • Uso de terceiros: Colocavam outras pessoas para operar em seu lugar, para evitar serem pegos.

Corrupção e Influência Ilegal

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Um dos pontos mais alarmantes da investigação, segundo o Gaeco, são os indícios de que o grupo criminoso conseguia cooptar agentes públicos. Ou seja, há suspeitas de que eles subornavam ou manipulavam funcionários públicos para obter informações privilegiadas. Além disso, teriam influenciado indevidamente estruturas institucionais para favorecer seus próprios interesses criminosos.

“As investigações apontam para um grupo com divisão de tarefas. A principal atividade investigada é o tráfico de drogas, envolvendo desde a coordenação das atividades ilícitas e a movimentação de recursos financeiros até a logística operacional. O grupo também utilizaria meios para dificultar a identificação de seus integrantes, como comunicações clandestinas e o uso de terceiros”, explicou o Gaeco.

A Operação Apito Final demonstra a força da união entre diferentes órgãos de segurança e justiça no combate ao crime organizado. As investigações continuam em andamento e novas ações podem acontecer conforme a equipe avança na apuração dos fatos, buscando desmantelar completamente essa rede criminosa e levar os responsáveis à justiça.

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