A construção de um posto de abastecimento para aviões no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, no sul da Bahia, está agora no centro de uma investigação que corre em âmbito federal. O caso, que envolve a empresa Avigás Nordeste, começou a ser apurado depois que surgiram denúncias de que a obra pode estar causando danos ao meio ambiente em uma área muito delicada.
Essa região do aeroporto é considerada sensível, com características de um ecossistema de manguezal. Os mangues são áreas de transição entre o ambiente terrestre e o marinho, fundamentais para a biodiversidade, servindo como berçário para diversas espécies marinhas e aves, além de proteger a costa contra a erosão. Por isso, qualquer intervenção nesses locais exige cuidados redobrados e licenças ambientais rigorosas.
Ministério Público Federal e Polícia Federal em ação
O Ministério Público Federal (MPF) confirmou ao portal Bahia Notícias que está acompanhando de perto toda a situação. Diante das suspeitas de que possa ter acontecido um crime ambiental, o MPF decidiu agir e encaminhou formalmente todos os fatos para a Polícia Federal. Agora, a Polícia Federal será responsável por fazer uma apuração minuciosa de tudo que aconteceu.
Segundo o MPF, a expectativa é que a Polícia Federal conclua suas investigações para que, só então, o Ministério Público possa tomar as medidas necessárias. Essa atuação em nível federal acontece de forma paralela a outra investigação que já estava em andamento no estado da Bahia.
Investigação também segue no âmbito estadual
Além da preocupação federal, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) também mantém um procedimento aberto. O caso está sendo tratado pela Promotoria de Justiça de Ilhéus, que investiga a possibilidade de um ilícito ambiental na implantação do posto de combustível. As duas frentes de apuração – uma federal e outra estadual – mostram a seriedade com que a situação é tratada, buscando entender os possíveis impactos e responsabilidades.
A preocupação principal é garantir que a construção do posto respeite as leis ambientais e não prejudique um ecossistema tão vital para a região de Ilhéus. A comunidade aguarda os desdobramentos dessas investigações para entender o futuro da obra e a proteção do meio ambiente local.







