A tensão continua alta no Nordeste de Amaralina, em Salvador, na Bahia. Nesta quinta-feira (5), mais três pessoas morreram em confrontos com a polícia na região. Com isso, o número total de mortos sobe para 11 desde a última terça-feira (3), quando um cabo da Polícia Militar foi assassinado na localidade. Por conta da escalada da violência, a circulação de ônibus em toda a área está suspensa por tempo indeterminado.
As duas primeiras mortes registradas na quinta-feira aconteceram no bairro Nordeste de Amaralina. A Polícia Civil informou que os homens, que ainda não foram formalmente identificados, trocaram tiros com os agentes de segurança. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os dois foram flagrados armados e vendendo drogas. Policiais contaram que faziam rondas quando foram recebidos a tiros por um grupo de homens.
Os baleados foram levados às pressas para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram aos ferimentos. Com eles, a polícia apreendeu uma pistola, munições, diversas porções de drogas e uma granada, que foi desativada por uma equipe especializada.
A terceira morte da quinta-feira foi de Douglas Cerqueira Pimentel, de 31 anos. Ele foi baleado no Vale das Pedrinhas, uma localidade que faz parte do complexo do Nordeste de Amaralina e onde o cabo da PM foi atingido fatalmente. Douglas também foi socorrido para o HGE, mas não sobreviveu. Na delegacia, foram apresentados uma arma de fogo, porções de maconha, crack e cocaína, uma balança de precisão e munições que estavam com ele.
Policiamento Intensificado Após Morte de Cabo da PM
A intensificação do policiamento na região começou depois que o cabo da Polícia Militar Glauber Rosa foi morto com um tiro na cabeça na última terça-feira (3). A notícia da morte do policial desencadeou uma série de operações na área. Na quarta-feira (4), um dia antes das últimas mortes, oito pessoas consideradas suspeitas já haviam sido mortas em confrontos com a polícia, evidenciando a gravidade da situação. A população local segue apreensiva diante dos acontecimentos e da paralisação do transporte público.







