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Polícia

Mulher trans é morta a tiros em Feira de Santana após desentendimento por pagamento

Jullyana Freitas Leite, mulher trans de 40 anos, foi morta a tiros em Feira de Santana, na Bahia. O crime aconteceu após um cliente se recusar a pagar por um programa. Polícia Civil investiga.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de janeiro, 2026 · 16:28 3 min de leitura
Mulher trans foi morta a tiros em Feira de Santana.
Mulher trans foi morta a tiros em Feira de Santana.

Uma mulher trans de 40 anos, identificada como Jullyana Freitas Leite, foi cruelmente assassinada a tiros na noite da última quinta-feira (8), em Feira de Santana, na Bahia. A tragédia aconteceu após um desentendimento com um cliente que se recusou a pagar por um programa. A Polícia Civil (PC) da Bahia já investiga o caso, que tem mobilizado as autoridades locais e gerado grande repercussão na comunidade.

Entenda o que aconteceu

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Jullyana foi encontrada morta por volta das 22h, dentro de uma casa na Rua Los Angeles, no bairro Parque Getúlio Vargas, uma área conhecida da cidade. Segundo as investigações preliminares conduzidas pela polícia, Jullyana utilizava quartos do imóvel para atender clientes. Na noite do crime, por volta das 20h, ela recebeu um homem para um programa.

Após a prestação do serviço, o cliente se recusou a efetuar o pagamento do valor combinado. Para tentar garantir que receberia pelo trabalho, Jullyana decidiu ficar com o celular do homem. Ele, por sua vez, foi embora dizendo que voltaria logo com o dinheiro para reaver seu aparelho. Contudo, minutos depois, o homem realmente retornou, mas não com o dinheiro. Ele estava armado, atirou contra Jullyana e fugiu rapidamente do local em uma motocicleta, deixando para trás o celular que a vítima havia retido.

A investigação policial

Assim que as autoridades foram acionadas, equipes da Delegacia de Homicídios (DH) e do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) estiveram no local do crime para registrar a ocorrência e coletar as primeiras provas. O celular do suspeito, que ficou na casa e se tornou uma pista crucial, foi apreendido pela polícia para perícia. Além disso, dois aparelhos da própria vítima e um carro que estava estacionado em frente à residência também foram recolhidos para análise, buscando qualquer informação que possa levar ao assassino.

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A principal linha de investigação, de acordo com a Delegacia de Homicídios, aponta que o assassinato foi motivado por essa desavença em relação ao pagamento. A polícia tem esperança de que câmeras de videomonitoramento instaladas nas proximidades da casa possam ter registrado imagens importantes que ajudem na identificação e localização do autor do crime. Até o momento, a polícia informou que ninguém foi preso.

Desafios na identificação oficial da vítima

A Polícia Civil informou que, inicialmente, não foram encontrados documentos pessoais com Jullyana no local do crime. No entanto, sua identificação foi possível através de dados contratuais do quarto onde ela estava hospedada, que foram cruzados com informações de um banco de dados da própria corporação. A identificação oficial e definitiva do corpo está sendo realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), por meio de exames de impressões digitais, um processo padrão para garantir a certeza da identidade em casos como este.

Até a última atualização das informações divulgadas, nenhum familiar havia comparecido ao DPT para fazer o reconhecimento do corpo. A espera por familiares é um passo importante para os trâmites legais e para que Jullyana possa ter um sepultamento digno e que o caso prossiga com todos os procedimentos necessários.

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