A Polícia Civil da Bahia investiga a morte de Brisa Carvalho do Carmo, de 28 anos, ocorrida na última segunda-feira (2) em Porto Seguro, no extremo sul do estado. A vítima faleceu após cair de um veículo em movimento conduzido por seu ex-companheiro.
De acordo com o laudo emitido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), a causa do óbito foi traumatismo craniano. O caso está sendo tratado pela 1ª Delegacia Territorial (DT/Porto Seguro) sob a classificação de “morte a esclarecer”, enquanto aguarda-se a conclusão das análises periciais para determinar a dinâmica exata dos fatos.
Depoimento do condutor
O ex-companheiro da vítima apresentou-se às autoridades para prestar depoimento e foi liberado em seguida. Segundo o relato fornecido à polícia, ele e Brisa estavam separados há cerca de dois anos, mas mantinham uma relação amigável e contato frequente em virtude dos três filhos que têm em comum, com idades de 4, 5 e 12 anos.
O condutor informou que, no dia do incidente, o ex-casal passou a tarde com familiares de Brisa na praia e, à noite, encontraram-se novamente em uma festa no bairro Nosso Point. Por volta de 1h da madrugada, ambos deixaram o local no carro dele, dirigindo-se ao bairro Parque Ecológico, onde residem.
Conforme o depoimento, durante o trajeto iniciou-se uma discussão a respeito de uma possível reconciliação. O homem alegou que estava indeciso sobre reatar o relacionamento, citando como motivos a resistência de sua família e o fato de Brisa ter tido um filho recentemente — um bebê de dois meses, fruto de um relacionamento posterior à separação do casal.
O motorista relatou que o veículo trafegava a uma velocidade estimada entre 40 km/h e 50 km/h quando a vítima teria aberto a porta e caído do automóvel. Ele afirmou ter parado o carro alguns metros à frente, no acostamento, para prestar socorro imediato.
Sobre o consumo de álcool, o homem admitiu que ambos haviam ingerido bebida alcoólica durante o dia, mas negou que estivesse embriagado no momento da condução do veículo.
Investigações
A Polícia Civil informou, por meio de nota, que todas as hipóteses estão sendo analisadas. Como parte do inquérito, os aparelhos celulares tanto da vítima quanto do ex-companheiro foram recolhidos e passarão por perícia. O objetivo é verificar a existência de mensagens, discussões prévias ou ameaças que possam elucidar o contexto do ocorrido.
A 1ª Delegacia Territorial aguarda agora os laudos complementares do DPT e informou que detalhes adicionais serão mantidos em sigilo para preservar o andamento das investigações.







