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Polícia

Metade dos suspeitos mortos em operação na Bahia eram menores

Quatro dos oito suspeitos que morreram em uma operação policial no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, eram menores de idade, revelam dados.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
05 de fevereiro, 2026 · 12:28 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma operação policial realizada no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, na Bahia, terminou com a morte de oito pessoas. O que mais chama a atenção e preocupa é o fato de que metade dessas vítimas eram adolescentes. A ação aconteceu na terça-feira (3), e os corpos dos envolvidos foram identificados na manhã seguinte, quarta-feira (4), revelando a pouca idade de muitos deles.

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A violência na região é um tema constante, mas a idade dos mortos reacende o debate sobre o envolvimento de jovens no crime e as consequências das confrontos policiais. Entre os cinco adolescentes que tiveram suas identidades confirmadas, a lista inclui:

  • Daniel da Silva da Conceição, de 16 anos;
  • Gabriel Nascimento da Paixão, de 16 anos;
  • André Luiz Silva Souza Simões, também de 16 anos;
  • Thiago Passos Gonçalves, de 17 anos;
  • Douglas Gonçalves Pires Santos, também de 17 anos.

Dados Revelam Cenário Preocupante para Jovens

O cenário fica ainda mais alarmante quando olhamos para os números gerais. Dados do Instituto Fogo Cruzado indicam que, somente neste ano, sete adolescentes foram baleados em Salvador e na Região Metropolitana (RMS). Infelizmente, todos eles morreram. Destas sete mortes, seis aconteceram em decorrência de ações policiais, um dado que levanta sérias questões sobre a segurança dos jovens e a forma como esses confrontos se desenrolam.

Essa recorrência de mortes de adolescentes em operações policiais na capital baiana e arredores sublinha a complexidade do problema da violência urbana, que atinge as camadas mais jovens da população de forma brutal.

Posicionamento da Polícia Militar

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Em resposta à situação, a Polícia Militar informou ao portal Bahia Notícias na quarta-feira (4) que os indivíduos mortos acumulavam diversas passagens pela polícia. A corporação destacou que eles tinham histórico por crimes como tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, furto e receptação. Essa informação é apresentada como parte da justificativa para a operação.

Na última atualização sobre o caso, as autoridades ainda trabalhavam na identificação de dois dos oito suspeitos que morreram na operação. A espera pela identificação final dos corpos se soma à dor das famílias e à angústia de uma comunidade que vê seus jovens envolvidos em um ciclo de violência sem fim aparente.

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