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Polícia

Mulher chama PM após ex-companheiro tentar invadir sua casa na frente do filho em Pão de Açúcar

Caso ocorreu na Rua Dom Bosco e terminou sem invasão, mas vítima foi orientada sobre medidas protetivas da Lei Maria da Penha

Redação ChicoSabeTudo
23 de junho, 2026 · 00:28 2 min de leitura
Viatura da Polícia Militar em área urbana de município do Sertão alagoano
Viatura da Polícia Militar em área urbana de município do Sertão alagoano

Uma mulher precisou acionar a Polícia Militar depois que seu ex-marido tentou entrar à força em sua residência, localizada na Rua Dom Bosco, em Pão de Açúcar, no médio Sertão de Alagoas. O filho do ex-casal estava no imóvel e acompanhou toda a situação, ficando bastante abalado.

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Segundo informações divulgadas pelo portal IT Notícias, o homem insistiu em ser deixado entrar e ainda informou que buscaria algo em seu veículo, sem explicar do que se tratava. A afirmação gerou ainda mais apreensão dentro da casa.

Apesar da pressão, o ex-companheiro foi embora antes de a guarnição chegar ao local. Ele não chegou a entrar no imóvel. A Polícia Militar registrou a ocorrência e orientou a vítima sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência.

O episódio se encaixa em um padrão recorrente na região. Pão de Açúcar tem registrado casos frequentes de violência doméstica envolvendo ex-companheiros. Em maio deste ano, uma mulher viveu momentos de terror na cidade após ter a casa invadida pelo ex-companheiro, mesmo com uma medida protetiva em vigor. A vítima acionou a polícia com ajuda de uma vizinha, mas, antes da chegada da guarnição, o homem já havia fugido.

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Especialistas alertam que a violência doméstica nem sempre começa com agressão física. Em muitos casos, ela surge de forma gradual, com comportamentos que acabam sendo naturalizados dentro da relação. "Não se deve esperar a primeira agressão física para denunciar. Muitas vezes a violência começa com agressões psicológicas, ameaças ou controle financeiro", alertam profissionais da área.

Em 2026, a Lei Maria da Penha passou por mudanças significativas. As alterações tocam em praticamente todas as frentes: os tipos penais se expandiram, as medidas protetivas ganharam eficácia executiva imediata e o regime disciplinar penitenciário foi endurecido. Uma das novidades mais relevantes é a monitoração eletrônica do agressor como medida protetiva autônoma. A lei prevê expressamente a cumulação das medidas protetivas de urgência com a monitoração eletrônica do agressor, disponibilizando também à vítima dispositivo de segurança que alerte sobre eventual aproximação.

Também há avanços na execução das medidas cíveis. A Lei 15.411/2026 alterou a Lei Maria da Penha para estabelecer que as medidas protetivas de natureza cível têm força executiva imediata — ou seja, o próprio juiz da violência doméstica pode determinar o cumprimento da decisão sem que a vítima precise ajuizar uma nova ação.

Mulheres em situação de risco podem ligar para o número 190 (Polícia Militar) ou acionar o Ligue 180, central de atendimento à mulher em situação de violência, disponível 24 horas por dia. A solicitação de medida protetiva pode ser feita diretamente na delegacia, sem necessidade de advogado.

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