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Polícia

MPF abre inquérito civil após Operação Strike na Bahia

O Ministério Público Federal na Bahia iniciou um inquérito civil para investigar possíveis atos de improbidade e corrupção, usando provas da Operação Strike.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
14 de janeiro, 2026 · 13:48 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) na Bahia acaba de dar um passo importante no combate à corrupção e crimes administrativos. Nesta quarta-feira (14), a instituição transformou uma apuração inicial, que chamamos de notícia de fato, em um inquérito civil público. A base para essa decisão são as provas robustas coletadas durante a famosa “Operação Strike”, que sacudiu a Chapada Diamantina.

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Essa nova frente de investigação, formalizada por uma portaria assinada pela procuradora da República Flávia Galão Arruti, busca ir além da esfera criminal. A ideia é descobrir se os atos que levaram à “Operação Strike” também configuram violações da lei na área administrativa. Isso pode abrir caminho para ações de improbidade, que punem o mau uso do dinheiro público, e violações da Lei Anticorrupção Empresarial, que responsabiliza empresas por atos ilegais contra a administração pública.

Relembre a Operação Strike

A “Operação Strike” foi lançada pela Polícia Civil da Bahia no dia 28 de junho de 2025. O palco da ação foi o município de Cafarnaum, na Chapada Diamantina. O grande alvo era uma organização criminosa perigosa, envolvida com tráfico de drogas, homicídios e até ataques a bancos.

Os resultados da operação foram impressionantes. Foram encontrados e apreendidos:

  • Dois fuzis de uso restrito, calibre 7,62
  • Uma carabina 9 mm
  • Um revólver
  • Coletes balísticos e diversas munições
  • 17 quilos de cocaína
  • 1,5 quilo de maconha
  • Balanças de precisão
  • Dois veículos
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Todo esse material estava escondido em dois imóveis nos povoados de Junco Novo e em Recife de João André, ambos localizados em Cafarnaum, no norte da Bahia. A estimativa é que o prejuízo causado a esse grupo criminoso tenha chegado a cerca de R$ 800 mil.

Do crime para a improbidade: o que muda?

A decisão de agora do MPF se apoia em uma autorização judicial de 16 de dezembro de 2025, que permitiu o compartilhamento de todas as provas do inquérito policial da “Operação Strike”. Isso significa que o que foi coletado pela polícia para investigar crimes pode agora ser usado para apurar atos de corrupção e desvio na administração pública.

O documento do MPF detalha que as condutas podem se encaixar em artigos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92), que trata de enriquecimento ilícito e atentados contra os princípios da administração pública, e também na Lei Anticorrupção. A ideia é que essas investigações possam resultar em sanções administrativas e ações cíveis, que são independentes do que já está sendo apurado na esfera criminal.

Com a instauração desse novo inquérito civil, que foi registrado no Núcleo Cível Extrajudicial (Nucive) da Procuradoria, o MPF vai anexar a decisão judicial que liberou as provas e as cópias dos volumes mais importantes do inquérito policial original. O prazo inicial para a conclusão deste procedimento é de um ano, seguindo as regras internas da instituição. O objetivo é claro: garantir que todas as responsabilidades, em todas as esferas, sejam devidamente apuradas.

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