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Polícia

Ministério Público pede prisão de argentina acusada de racismo no Rio

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão da turista argentina Agostina Páez, acusada de racismo após imitar macaco para funcionários em Ipanema.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
03 de fevereiro, 2026 · 16:07 1 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) tomou uma atitude firme e pediu a prisão da turista argentina Agostina Páez. Ela é acusada de injúria racial e racismo, crimes que teriam ocorrido em um bar na famosa praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 14 de janeiro.

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A denúncia do MP-RJ vem após uma investigação da Polícia Civil, que apurou o caso. Agostina Páez ficou conhecida depois que um vídeo dela fazendo gestos de macaco contra funcionários do estabelecimento começou a circular. Nas imagens, a turista teria exibido o dedo do meio e, em seguida, imitado os animais, gritando a palavra "monos", que significa macacos em espanhol, claramente direcionando a ofensa aos trabalhadores.

A Polícia Civil encaminhou um relatório detalhado ao Ministério Público, afirmando que há várias provas que confirmam a autoria do crime. O documento destaca os vídeos coletados e os depoimentos das vítimas e testemunhas, que, juntos, "atestam um cenário de ultraje moral, de natureza racista", segundo trecho da investigação.

"As imagens, em relação ao ocorrido em via pública, são claras. Ao ir embora do local com suas amigas, Agostina exibiu o dedo do meio para os funcionários do bar e, em seguida, iniciou gestos e ruídos simulando um macaco, gritando ainda a palavra 'monos', claramente em direção aos ofendidos", revela o documento policial.

Desde que o caso veio à tona, a Justiça já havia tomado algumas medidas contra a turista. O passaporte de Agostina Páez foi apreendido, e ela recebeu uma tornozeleira eletrônica, que precisa usar enquanto o processo corre. Agora, com o pedido de prisão feito pelo MP-RJ, o caso ganha um novo e importante desdobramento, buscando justiça para o ato de racismo.

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