Patos, PB - O marido da policial penal Edvânia Limeira Vieira, de 38 anos, foi preso no último sábado (8) na cidade de Caetés, no Agreste de Pernambuco, como o principal suspeito de ter assassinado a esposa. Edvânia foi encontrada morta em sua residência, no bairro Jardim Magnólia, em Patos, no Sertão da Paraíba, no mesmo dia da prisão do suspeito. O caso está sendo investigado como feminicídio.
A Descoberta do Crime
O corpo de Edvânia foi encontrado no início da tarde de sábado, após colegas de trabalho e familiares estranharem a sua ausência e a falta de comunicação por mais de dois dias. A última vez que a policial penal foi vista com vida foi na quinta-feira (6), ao retornar para casa após um dia de serviço no Presídio Feminino de Patos, onde era lotada.
Ao chegarem na residência, os colegas de trabalho encontraram a porta aberta, sem sinais de arrombamento, e o cachorro da vítima, um pitbull, solto e tranquilo. O corpo de Edvânia estava caído ao lado da cama, com sinais de estrangulamento e ainda vestindo a farda da Polícia Penal.
Na parede da casa, foi encontrada uma pichação com os dizeres "X 9", uma gíria para "informante" ou "cagueta", com a identificação de uma facção criminosa que atua na Paraíba. A polícia, no entanto, suspeita que a pichação tenha sido uma tentativa de despistar as investigações, atribuindo o crime a uma vingança de criminosos.
A Prisão do Suspeito
O marido de Edvânia, identificado como Leonardo, de 38 anos, foi preso na noite de sábado (8) em uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e Penal da Paraíba e de Pernambuco, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prisão ocorreu na cidade de Caetés, em Pernambuco, para onde Leonardo teria fugido após o crime.
Segundo as investigações, Leonardo estava em casa na quinta-feira (6), quando Edvânia retornou do trabalho. Após o crime, ele teria ficado com o celular desligado por pelo menos 20 horas e, ao ser contatado para tratar dos trâmites do corpo da esposa, teria fugido, o que levantou as suspeitas da polícia.
Leonardo foi transferido para a cidade de Garanhuns (PE) e, em seguida, para Patos (PB), onde permanecerá em prisão temporária à disposição da Justiça. A Polícia Civil da Paraíba segue com as investigações para concluir o inquérito e esclarecer a motivação do crime.
A Vítima
Edvânia Limeira Vieira era natural de Paulo Afonso, na Bahia, e atuava há 13 anos no sistema prisional da Paraíba, sendo lotada no Presídio Feminino de Patos. Colegas de trabalho e amigos a descrevem como uma profissional dedicada, íntegra e querida por todos.
A Associação Geral dos Policiais Penais da Paraíba (AGEPPEN-PB) emitiu uma nota de pesar, lamentando a morte da policial e destacando o seu legado de dedicação e respeito.
"Edvânia dedicou 13 anos de sua vida ao serviço público, atuando com zelo, compromisso e profissionalismo no Presídio Feminino de Patos, deixando um legado de dedicação e respeito entre colegas e custodiadas", diz a nota.
O corpo de Edvânia foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, onde passará por exames para determinar a causa exata da morte. A comunidade de Paulo Afonso e de Patos aguarda por respostas, enquanto colegas de farda lamentam a perda de mais uma profissional da segurança.







