Um vídeo divulgado pela mãe da médica Nádia Tamyres Silva Lima, presa por matar o ex-marido em Arapiraca (AL) no dia 16 de novembro de 2025, reacendeu debates sobre o caso. Na gravação, a mãe contesta a versão apresentada pela filha e afirma que há laudos que comprovariam a inocência de Alan Carlos de Lima Cavalcante. Separadamente, o irmão de Nádia concedeu entrevistas afirmando que ela “matou um inocente” e acusando-a de premeditação.
O que diz a mãe
No vídeo divulgado à imprensa, a mãe de Nádia afirma que as denúncias contra Alan — inclusive a acusação de estupro de vulnerável envolvendo a filha do casal — são mentirosas e motivadas por ambição. Ela alega que há “vários laudos mostrando a inocência” do ex-genro e que, por isso, defende publicamente Alan, apesar de ser mãe da acusada. O conteúdo foi divulgado por veículos locais e repassado a outras redações regionais.
O que diz o irmão
Em entrevista ao TNH1, Emerson Lima Barros, irmão de Nádia, disse que a família está em choque e afirmou que a irmã agiu de forma premeditada, com supostos interesses financeiros. Emerson afirmou ter levado documentos e laudos ao Ministério Público e disse que a família passou a desconfiar das declarações de Nádia depois de analisar provas que, segundo ele, apontariam a inocência de Alan. Entre as declarações destacadas está a afirmação direta: “Ela matou um inocente.”
A investigação policial e versões conflitantes
As autoridades que investigam o caso informaram que imagens de câmeras de segurança e perícias foram analisadas e, segundo a Polícia Civil, a análise preliminar não corrobora a versão de legítima defesa apresentada por Nádia. Delegados relataram que as imagens mostram a suspeita já portando arma ao descer do veículo e efetuando múltiplos disparos contra a vítima, o que levou investigadores a considerar que não houve possibilidade de defesa por parte do ex-marido. A defesa de Nádia, porém, afirma que ela alegou ter atirado por medo, citando ameaças e a existência de medida protetiva.
A filha do casal ficou sob a guarda provisória da avó materna. Órgãos de proteção familiar foram acionados para acompanhamento. Em audiência de custódia, a prisão de Nádia foi mantida e a Justiça decretou prisão preventiva. O inquérito da Polícia Civil segue em andamento para apurar a motivação, a dinâmica do crime e responsabilidades penais.







