Uma mãe descobriu que sua filha de 14 anos estava sendo aliciada por um homem via WhatsApp e transformou a situação em armadilha para prendê-lo. O suspeito, morador de Governador Mangabeira, foi detido em flagrante em Muritiba, no Recôncavo Baiano, após aparecer no ponto de encontro marcado pela própria adolescente — por orientação da mãe.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a jovem contou à mãe que vinha sendo abordada insistentemente pelo homem pelo aplicativo de mensagens. A adolescente relatou o que estava acontecendo à genitora, que passou a monitorar as conversas no celular da filha.
Nos diálogos acessados pela família, o suspeito demonstrava total desprezo pela menoridade da vítima. De acordo com a fonte original, ele chegou a afirmar que a idade "não importava" e oferecia presentes e vantagens em troca de um encontro. Antes do flagrante, o homem já havia tentado marcar outros encontros com a adolescente em diferentes pontos de Muritiba, entre eles a Praça do São Pedro e a Praça Getúlio Vargas.
Diante da gravidade da situação, a mãe orientou a filha a marcar o próximo encontro nas proximidades da Delegacia Territorial de Muritiba. A intenção inicial da família, no entanto, ia além de acionar a polícia: em áudios atribuídos à genitora que circularam nas redes sociais, ela afirma que, junto com três amigos, planejava agredir o suspeito quando ele chegasse ao local.
Antes que qualquer agressão ocorresse, um policial civil que estava à paisana em frente à delegacia — após retornar de uma viagem a Salvador — percebeu a movimentação suspeita e realizou a prisão em flagrante. O suspeito havia chegado ao local em uma motocicleta.
Mesmo após a detenção, um dos homens que acompanhava a mãe tentou arrancar o suspeito da custódia do policial. Foi necessária uma intervenção mais enérgica para conter a situação e garantir que o preso fosse conduzido até a delegacia.
A delegada titular da unidade iniciou ainda na noite da prisão os procedimentos de oitivas e demais providências para apuração do caso. O suspeito permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
O crime de aliciamento de menor por meio de comunicação está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Federal já reforçou em outras ocasiões o alerta para que pais e responsáveis acompanhem de perto a atividade de crianças e adolescentes nas plataformas digitais, como forma de prevenir situações de aliciamento e exploração sexual na internet. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal gratuito do governo federal voltado à proteção de crianças e adolescentes.







