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Líderes Indígenas Negam Envolvimento Em Tiroteio Que Feriu Turistas Na Bahia

Lideranças indígenas de Prado, na Bahia, negam responsabilidade por tiroteio que feriu turistas e acusam 'pistoleiros' em disputa por terras, pedem investigação.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
24 de fevereiro, 2026 · 23:39 2 min de leitura
Foto: Divulgação / APIB
Foto: Divulgação / APIB

A comunidade indígena de Prado, na Bahia, no Extremo Sul, está se defendendo das acusações de que seus membros foram responsáveis por um tiroteio que deixou duas turistas gaúchas feridas. O incidente aconteceu na última terça-feira (24), no distrito de Corumbau.

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Em uma nota bem clara, o Coletivo de Lideranças Indígenas da Terra Indígena Comexatibá afirmou que quem atirou foram "pistoleiros" ligados a fazendeiros. Eles dizem que esses fazendeiros estão interessados nas terras indígenas da região. A mensagem foi divulgada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

O grupo indígena contou que, além das duas turistas baleadas por balas perdidas, uma família indígena foi sequestrada no mesmo dia.

"Motos, carros e helicópteros foram usados em uma manifestação promovida por fazendeiros da extrema direita. Os disparos efetuados por pistoleiros acabaram atingindo duas turistas que se dirigiam às praias. Uma família indígena foi sequestrada."

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Para o Coletivo, toda essa violência tem um objetivo muito específico: conseguir a revisão da demarcação da Terra Indígena Comexatibá. Essa área está em processo de demarcação desde novembro de 2025.

O relato da comunidade indígena aponta que tudo começou com um ato para retomar uma fazenda na região. Esse ato acabou virando um conflito sério, com muitas ameaças e ataques, que teriam levado ao suposto sequestro da família indígena e ao ferimento das duas turistas.

O Coletivo de Lideranças Indígenas reforça "de forma clara e inequívoca que os disparos que atingiram as turistas não foram efetuados por indígenas do movimento pela Terra Indígena Comexatibá". Eles também alertam que lideranças de oposição aos povos indígenas estão "cooptando" pessoas de aldeias vizinhas para criar ainda mais confusão e brigas.

Diante de tanta violência, o Coletivo pediu um basta e solicitou ajuda do governo para resolver a situação. "Reafirmamos nosso repúdio a toda forma de violência, seja ela física, simbólica ou política. A defesa da vida, da integridade física e da dignidade do nosso povo é inegociável", escreveram.

Eles também fizeram uma exigência às autoridades:

"Exigimos que as autoridades competentes investiguem com imparcialidade e transparência os episódios violentos ocorridos hoje."

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que 12 pessoas foram detidas durante a investigação sobre o caso. Além disso, cinco armas foram apreendidas.

O portal Bahia Notícias tentou verificar a informação sobre o sequestro da família indígena, mas não conseguiu uma resposta oficial até a publicação da matéria.

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