Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Justiça nega liberdade e mantém preso ex-presidente da Câmara envolvido em esquema de grilagem

Oyama Figueiredo é apontado como um dos líderes de organização criminosa que fraudava documentos e intimidava vítimas na Bahia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de abril, 2026 · 15:30 1 min de leitura

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu manter na cadeia o ex-presidente da Câmara de Feira de Santana, Oyama Figueiredo. A Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal negou, de forma unânime, o pedido de habeas corpus feito pela defesa do político e advogado.

Publicidade

Oyama é investigado como um dos chefes de uma organização criminosa que agia em várias frentes, incluindo cartórios, o setor imobiliário e até na segurança pública. O grupo é acusado de usar documentos falsos para tomar posse de terrenos e imóveis de forma irregular.

As investigações do Draco e do Gaeco revelaram um esquema pesado de pressão. Segundo os órgãos, as vítimas eram ameaçadas e sofriam tortura psicológica. Em um dos episódios relatados, uma pessoa teria sido intimidada por membros do grupo dentro de uma delegacia.

A defesa do ex-vereador tentou converter a prisão preventiva em domiciliar, alegando que ele possui problemas graves de saúde, como Alzheimer e doenças cardíacas. No entanto, a desembargadora Soraya Moradillo Pinto, relatora do caso, negou o pedido.

Publicidade

Para a magistrada, o estado de saúde do investigado não é motivo suficiente para a soltura, já que o sistema prisional tem condições de oferecer o atendimento médico necessário. O tribunal reforçou que a doença, por si só, não garante o benefício da prisão em casa.

A OAB-BA também entrou na discussão, pedindo que as prerrogativas da advocacia fossem respeitadas, já que não existe Sala de Estado Maior na região. Sobre isso, a Justiça determinou que seja verificado se Oyama está em local separado dos presos comuns, cumprindo o que manda a lei.

Leia também