Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Justiça bloqueia R$ 112 milhões de ex-sócio do Banco Master

A Justiça de São Paulo bloqueou R$ 112 milhões de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, por uma dívida de R$ 470,5 milhões, antes da Operação Compliance Zero.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
19 de janeiro, 2026 · 11:27 2 min de leitura
Foto: FreeImage / Reprodução Metrópoles
Foto: FreeImage / Reprodução Metrópoles

A Justiça de São Paulo mandou bloquear uma bolada de R$ 112 milhões que estava em contas de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Esse bloqueio, que aconteceu em 29 de abril de 2025, veio à tona meses antes de Lima se tornar um dos nomes investigados na Operação Compliance Zero, uma ação que busca identificar e combater irregularidades no setor financeiro.

Dívida milionária e o bloqueio judicial

Publicidade

A decisão da 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo permitiu que o dinheiro fosse retido enquanto a Justiça tentava resolver um processo de cobrança de dívida. O valor total da dívida era bem maior: cerca de R$ 470,5 milhões. Quem pediu essa ação foi a família que era dona do Banco Voiter, buscando uma decisão urgente na Justiça para garantir o pagamento pelos banqueiros do Master.

O bloqueio inicial mirava uma quantia significativa nas contas do executivo. Do total encontrado, a maior parte, R$ 112,8 milhões, estava em aplicações na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Mas o dinheiro estava espalhado em várias outras instituições. Veja onde a Justiça encontrou os valores:

  • Reag Trust DTVM: R$ 112,8 milhões
  • Bradesco: R$ 484 mil
  • Santander: R$ 317,4 mil
  • Banco do Brasil: R$ 274,41
  • Banco Master: R$ 2,3 mil
  • Pluxee IP: R$ 0,44

Acordo rápido e fundo liquidado

Apesar do montante expressivo e da ordem judicial, o bloqueio não durou muito tempo. Em apenas oito dias, as partes envolvidas chegaram a um acordo inicial, e a restrição sobre os bens foi retirada, evidenciando a complexidade e a agilidade das negociações financeiras. A informação é do Metrópoles, que teve acesso aos detalhes da Justiça de São Paulo.

Publicidade

Além disso, o fundo onde Augusto Lima mantinha suas aplicações na Reag Trust DTVM, que havia sido alvo do bloqueio, foi encerrado pelo Banco Central na última quinta-feira, dia 15. Esse desfecho adiciona mais um capítulo ao caso envolvendo o ex-sócio do Banco Master e as investigações que se seguiram, mostrando a movimentação constante no cenário econômico e judicial brasileiro.

Leia também