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Justiça bloqueia R$ 112 milhões de ex-sócio do Banco Master

A Justiça de São Paulo bloqueou R$ 112 milhões de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, por uma dívida de R$ 470,5 milhões, antes da Operação Compliance Zero.

Redação ChicoSabeTudo
19 de janeiro, 2026 · 08:27 2 min de leitura
Foto: FreeImage / Reprodução Metrópoles
Foto: FreeImage / Reprodução Metrópoles

A Justiça de São Paulo mandou bloquear uma bolada de R$ 112 milhões que estava em contas de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Esse bloqueio, que aconteceu em 29 de abril de 2025, veio à tona meses antes de Lima se tornar um dos nomes investigados na Operação Compliance Zero, uma ação que busca identificar e combater irregularidades no setor financeiro.

Dívida milionária e o bloqueio judicial

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A decisão da 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo permitiu que o dinheiro fosse retido enquanto a Justiça tentava resolver um processo de cobrança de dívida. O valor total da dívida era bem maior: cerca de R$ 470,5 milhões. Quem pediu essa ação foi a família que era dona do Banco Voiter, buscando uma decisão urgente na Justiça para garantir o pagamento pelos banqueiros do Master.

O bloqueio inicial mirava uma quantia significativa nas contas do executivo. Do total encontrado, a maior parte, R$ 112,8 milhões, estava em aplicações na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Mas o dinheiro estava espalhado em várias outras instituições. Veja onde a Justiça encontrou os valores:

  • Reag Trust DTVM: R$ 112,8 milhões
  • Bradesco: R$ 484 mil
  • Santander: R$ 317,4 mil
  • Banco do Brasil: R$ 274,41
  • Banco Master: R$ 2,3 mil
  • Pluxee IP: R$ 0,44

Acordo rápido e fundo liquidado

Apesar do montante expressivo e da ordem judicial, o bloqueio não durou muito tempo. Em apenas oito dias, as partes envolvidas chegaram a um acordo inicial, e a restrição sobre os bens foi retirada, evidenciando a complexidade e a agilidade das negociações financeiras. A informação é do Metrópoles, que teve acesso aos detalhes da Justiça de São Paulo.

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Além disso, o fundo onde Augusto Lima mantinha suas aplicações na Reag Trust DTVM, que havia sido alvo do bloqueio, foi encerrado pelo Banco Central na última quinta-feira, dia 15. Esse desfecho adiciona mais um capítulo ao caso envolvendo o ex-sócio do Banco Master e as investigações que se seguiram, mostrando a movimentação constante no cenário econômico e judicial brasileiro.

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