O influenciador digital Iuri Sheik usou suas redes sociais para se manifestar publicamente depois que a Justiça da Bahia decidiu anular o júri popular que o havia inocentado da acusação de homicídio qualificado. A vítima era o empresário William de Oliveira, morto durante uma festa de São João em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, em 2019. Com a anulação, Sheik deve ser submetido a um novo julgamento popular.
A decisão judicial de anular a absolvição veio sob o argumento de que o veredito dos jurados foi “manifestamente contrário às provas apresentadas nos autos”. Isso significa que, para o Tribunal de Justiça, a primeira decisão não se alinhava com o conjunto de evidências e fatos trazidos durante o processo.
Iuri Sheik opta por cautela e defende autodefesa
Em seu pronunciamento, Iuri Sheik relembrou sua estratégia no passado, quando permaneceu em silêncio antes de ser julgado pela primeira vez e, posteriormente, absolvido. Ele destacou a importância de aguardar o momento certo para se manifestar.
“Vocês viram que no passado aí eu passei um bom tempo calado, não cheguei a me pronunciar sobre tudo que tinha acontecido. Esperando o momento certo, foi o momento que eu fui lá, que eu fui homem que eu respondi e consegui a minha absolvição. Falando a verdade, mostrando todas as provas juntamente com meus advogados.”
O influenciador indicou que vai adotar uma postura semelhante agora, optando por não debater publicamente o caso e esperar os próximos desdobramentos do processo.
“E agora não adianta eu chegar e ficar aqui debatendo, eu aqui falando para vocês o que realmente aconteceu. Porque não vai adiantar, certo? Eu vou esperar dar tempo ao tempo, é melhor o fim das coisas do que o começo dela. E é isso, tá bom?”
Um dos pontos mais enfáticos da fala de Iuri Sheik foi a defesa do direito à legítima defesa. Ele também fez comparações diretas entre seu histórico e o da vítima, William de Oliveira, em um esforço para reforçar sua posição.
“Tem pessoas que quer maquiar, maquiar uma pessoa e crucificar a outra. Procura ver meu histórico aí, procura ver antecedentes criminais do outro lá. Procura ver o que o outro fez no passado. Eu não andava armado dando coronhada na cara de ninguém, na cara de pai de família, de trabalhador, não.”
Para seus seguidores, Sheik sublinhou a necessidade de se defender, incentivando uma postura de força diante de ameaças.
“Sempre fui homem e todo homem, ele tem direito a legítima defesa. Eu falo para você, você que é homem, você que é pai de família, você tem o direito a uma legítima defesa. Se uma pessoa vir para cima de você armado para lhe matar, você vai fazer o que? Você vai se defender, rapaz. Você tem que ser homem para se defender. Seja um leão, não seja uma hienna, não. Porque o mundo é covarde.”







