Publicidade
Publicidade
Anúncio publicitário
Polícia

Investigação apura irregularidades em convênio da prefeitura de Salvador

Polícia Civil investiga irregularidades de servidores da prefeitura de Salvador em convênio com a Liga Bahiana Contra o Câncer.

Redação ChicoSabeTudo
18 de novembro, 2025 · 00:05 2 min de leitura
Imagem meramente ilustrativa | Foto: Bahia Notícias
Imagem meramente ilustrativa | Foto: Bahia Notícias

A Polícia Civil da Bahia instaurou um inquérito para investigar supostos crimes cometidos por servidores da prefeitura de Salvador, após denúncias de irregularidades em um convênio. A investigação, conduzida pela Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), abrange casos de prevaricação, abuso de autoridade e falso testemunho, com foco em atos cometidos entre 2019 e janeiro de 2022, embora as denúncias remontem a uma auditoria iniciada em 2017.

O processo, que chegou à 2ª Vara das Garantias de Salvador, foi distribuído na última quinta-feira (13) e conta com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) como terceiro interessado. Quatro servidores estão sob investigação: Marcelo E Souza Silva, auditor interno da Controladoria Geral do Município (CGM); Luís Henrique Guimarães Brandão, corregedor geral da CGM; Fábio do Nascimento Gonçalves; e Giovanna Victer, atual secretária da Fazenda de Salvador.

Publicidade

A denúncia que deu origem ao inquérito foi formulada por um auditor, que alegou a descoberta de aproximadamente trinta irregularidades durante a Ordem de Serviço (OS) 31/2018, que auditou o Termo de Convênio nº 007/2017 entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Liga Bahiana Contra o Câncer. O convênio tinha um valor estimado em R$ 57.901.904,70 e visava integrar o hospital ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as irregularidades encontradas, destaca-se a ausência de emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NF-e) por parte do hospital para serviços prestados entre junho de 2017 e abril de 2018. A controladora do município, Maria Rita Góes Garrido, é acusada de omitir essa informação em relatório a ser encaminhado ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). O auditor noticiante enfrentou represálias, que incluíram remoções e dificuldades de acesso a sistemas da prefeitura, além de supostos episódios de assédio moral.

O inquérito também investiga procedimentos administrativos que teriam sido iniciados para perseguir administrativamente o auditor noticiante, além de tentativas de punição através de representações feitas à sua esposa. O caso aponta possíveis práticas de prevaricação pela omissão dos servidores, que, segundo a alegação inicial, não reportaram ilegalidades observadas.

Publicidade

Os desdobramentos da investigação estão sendo sistematicamente acompanhados pelo Ministério Público, que pode intervir nas medidas legais que se fizerem necessárias.

Publicidade

Leia também