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Polícia

Interior da Bahia concentra 85% dos casos de feminicídio; maioria dos crimes ocorre dentro de casa

Levantamento aponta que das 102 mulheres mortas no estado em 2025, 91 residiam em cidades fora da capital

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
16 de abril, 2026 · 03:04 1 min de leitura

O interior da Bahia é o cenário da grande maioria dos feminicídios registrados no estado. De acordo com dados recentes da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), cerca de 85% das mortes de mulheres por questões de gênero ocorrem fora de Salvador. Em 2025, das 102 vítimas contabilizadas, 91 moravam em cidades do interior.

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O levantamento mostra que a violência doméstica não escolhe tamanho de cidade, mas ganha força em municípios menores. Entre as cidades com altos índices de registros estão Juazeiro, Feira de Santana, Lauro de Freitas e Ilhéus. A série histórica desde 2017 já soma 907 casos em todo o território baiano.

A situação é igualmente alarmante quando se observa as tentativas de assassinato. Nos últimos quatro anos, 88% das mulheres que sofreram atentados motivados por gênero também viviam no interior. O padrão se repete: o perigo mora ao lado, já que a maioria dos crimes acontece dentro das residências das vítimas.

Especialistas explicam que o ambiente doméstico é o principal local da violência letal. Relatórios indicam que 85% dos crimes são praticados por companheiros ou ex-parceiros. O controle e a dominação sobre a vida da mulher são apontados como as principais causas dessa violência extrema.

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Delegadas que atuam na linha de frente relatam dificuldades para interromper o ciclo de agressões. Muitas vezes, por medo ou dependência emocional e financeira, as vítimas escondem as lesões ou evitam formalizar a denúncia contra o agressor, o que dificulta a ação da polícia antes que o crime se torne fatal.

Embora os números gerais tenham apresentado uma redução em 2025 na comparação com o ano anterior, a Bahia segue com volumes elevados de mortes. O desafio das autoridades agora é fortalecer a rede de proteção no interior, onde o acesso a delegacias especializadas e apoio psicológico costuma ser mais restrito.

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