A busca por justiça, que durou quase duas décadas, teve um desfecho na última quarta-feira (17) em Feira de Santana, na Bahia. Um homem de 55 anos, que estava foragido e era procurado por estuprar a própria filha, foi finalmente preso no bairro Aeroporto. O crime, ocorrido em 2006, deixou uma ferida aberta e a prisão definitiva veio após um intenso trabalho de inteligência policial.
A vítima, que na época tinha apenas 12 anos, aguardava há 19 anos por essa conclusão. O mandado de prisão definitiva contra o acusado foi expedido em 2022 pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Isso significa que, mesmo após anos, a Justiça continuava a buscar uma resposta para o caso.
A Captura e o Longo Caminho da Justiça
As investigações da Polícia Civil apontam que o ato de violência sexual aconteceu na residência da família. O longo período em que o agressor permaneceu foragido destaca a dificuldade em casos de abuso, especialmente quando envolvem laços familiares e a fuga do responsável.
Quando os policiais da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana) o localizaram, o homem tentou se esconder no banheiro do imóvel para evitar a prisão. No entanto, os agentes conseguiram contê-lo e efetuar a captura. Essa ação foi o resultado de um trabalho coordenado de inteligência, que contou com o suporte do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), demonstrando a união de esforços das forças de segurança para garantir o cumprimento da lei.
Após ser detido, o condenado foi levado para a unidade policial. Lá, o mandado de prisão foi cumprido formalmente. Ele passou por exames de corpo de delito, um procedimento padrão para registrar as condições físicas do preso. Agora, o homem permanece sob custódia, à disposição do Poder Judiciário, onde começará a cumprir a pena pelo crime hediondo que cometeu.
Para a comunidade e, principalmente, para a vítima e sua família, a prisão representa um passo importante na busca por reparação e na reafirmação de que crimes como este não ficarão impunes, mesmo que levem anos para serem solucionados.







