A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tomou uma decisão importante nesta quarta-feira, derrubando o veto do governador Cláudio Castro a um projeto de lei que cria uma gratificação extra para policiais. Conhecida popularmente como “gratificação faroeste”, a medida agora segue para ser promulgada e publicada no Diário Oficial do Estado em até 48 horas.
Essa gratificação é um pagamento adicional para policiais civis que se envolvem em confrontos com mortes durante operações. Mas não é só isso: o benefício também se estende a outras situações de risco e bravura no cumprimento do dever.
Entenda a 'Gratificação Faroeste'
A proposta permite que policiais civis recebam um valor extra que varia entre 10% e 150% do próprio salário. Esse pagamento acontece em casos específicos, como:
- Quando um policial morre em serviço.
- Na apreensão de armas de grande calibre ou de uso restrito, que são comumente utilizadas por criminosos.
- Em situações onde criminosos são mortos durante operações policiais.
O objetivo é reconhecer e recompensar o trabalho desses profissionais em momentos de alto risco e em ações de grande impacto contra o crime organizado.
A Votação e o Veto
A derrubada do veto do governador Cláudio Castro não foi um processo simples. A votação no plenário da Alerj foi marcada por momentos de tensão e confusão. Na primeira contagem, o painel eletrônico registrou 35 votos a favor da derrubada do veto, 24 pela manutenção e uma abstenção.
“Deputados da direita, no entanto, contestaram o resultado, alegando que votos de parlamentares da bancada não haviam sido computados.”
Diante do impasse, o presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL), precisou anular a votação inicial. O painel foi zerado e uma nova deliberação foi realizada. Desta vez, o resultado foi mais claro: 40 votos pela derrubada do veto e 24 pela sua manutenção.
O projeto original, que trata da reestruturação da Polícia Civil, é de autoria do Poder Executivo. Contudo, as emendas que incluíram a “gratificação faroeste” foram propostas por um grupo de deputados. Entre eles estão Rodrigo Amorim (União), que é líder do governo na Alerj, e outros parlamentares como Marcelo Dino (PL), Alexandre Knoploch (PL), Alan Lopes (PL), Célia Jordão (PL) e Dionísio Lins (PP).
Em setembro, a proposta já tinha sido aprovada pela Alerj. No entanto, o governador Cláudio Castro optou por vetar a gratificação. Na época, os argumentos apresentados para o veto foram de ordem técnica e orçamentária, indicando possíveis problemas na execução da lei ou no impacto financeiro para o estado. Com a decisão de agora, a vontade dos parlamentares prevalece e a gratificação se torna lei.
A medida é vista por seus defensores como um importante incentivo e reconhecimento aos policiais que diariamente arriscam suas vidas para garantir a segurança da população do Rio de Janeiro, um estado que enfrenta desafios constantes no combate à criminalidade. A expectativa é que a medida possa fortalecer a atuação da Polícia Civil nas ruas e em operações complexas.







