Na última quinta-feira (27/2), a Polícia Civil de Mato Grosso conduziu à delegacia um homem de 53 anos, identificado como o responsável por abater e ingerir um pombo na Praça da Bíblia, no município de Tangará da Serra. O incidente, ocorrido na segunda-feira (24/2), mobilizou as autoridades após registros do ato serem amplamente compartilhados na internet, gerando questionamentos por parte da comunidade local.
A partir do monitoramento das redes sociais e do recebimento das imagens, os agentes de segurança iniciaram diligências com o objetivo de localizar o indivíduo. O homem foi encontrado nas imediações da própria praça onde o fato ocorreu. De acordo com o relatório policial, a abordagem ocorreu de forma pacífica, sem que o suspeito apresentasse qualquer resistência.
Encaminhado para prestar esclarecimentos, o homem confirmou a autoria do ato, admitindo ter matado e consumido a ave. Em seu relato às autoridades, ele afirmou que costuma frequentar o espaço público regularmente e que tinha o hábito de alimentar os pombos com pão.
Durante a checagem nos sistemas de segurança, constatou-se que não havia nenhum mandado de prisão em aberto contra ele. No entanto, a polícia informou que o indivíduo é monitorado por tornozeleira eletrônica e já responde judicialmente por processos envolvendo furto e homicídio na comarca de Juína, também em Mato Grosso.
O episódio foi formalmente registrado como crime ambiental, com base no artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que dispõe sobre a proteção à fauna. A legislação em vigor proíbe matar, perseguir, caçar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, estipulando pena de detenção de seis meses a um ano, além do pagamento de multa.
Por se tratar de uma infração classificada como de menor potencial ofensivo, as autoridades policiais lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após os trâmites legais na delegacia, o homem foi liberado e aguardará o andamento do processo em liberdade, devendo se apresentar ao Juizado Especial Criminal quando intimado.
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