O nome da secretária da Fazenda de Salvador, Giovanna Victer, apareceu em anotações que a Polícia Federal (PF) apreendeu com o deputado Rodrigo Bacellar (União), que está preso no Rio de Janeiro. Essas anotações, encontradas em uma página de caderno, mostram um planejamento para um possível secretariado que Bacellar estaria montando para, quem sabe, governar o estado do Rio de Janeiro.
A PF encontrou a lista durante uma operação que prendeu Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi indiciado pela polícia por uma suspeita grave: vazamento de informações para o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país. As acusações contra Bacellar são sérias e colocam em xeque sua conduta, por isso, qualquer material em seu poder ganha grande relevância nas investigações.
Possível Saída do Governador Cláudio Castro
As anotações parecem detalhar um cenário político futuro no Rio de Janeiro. Elas indicavam que o atual governador, Cláudio Castro, poderia deixar o cargo em abril. A previsão era que Castro saísse para disputar uma vaga no Senado, um movimento comum no calendário eleitoral. Com essa possível saída, que abriria espaço para o vice-governador assumir, Bacellar estaria se preparando, projetando sua própria equipe de governo para uma eventual gestão.
Na parte específica para a área da Fazenda, o caderno traz duas opções de nomes bastante conhecidos. Além de Giovanna Victer, que atualmente comanda a pasta da Fazenda em Salvador, na Bahia, a lista também menciona Daniella Calazans. Daniella é a secretária de Planejamento do Rio Grande do Sul, e ambas as gestoras são reconhecidas por sua atuação em suas respectivas áreas.
"Não há informações sobre eventual convite às pessoas mencionadas ou se elas tinham conhecimento das anotações."
É importante deixar claro que não existem informações de que Giovanna Victer ou Daniella Calazans tenham recebido qualquer convite de Rodrigo Bacellar ou que soubessem da existência dessas anotações. O documento apreendido pela PF apenas registra uma projeção de nomes feita por Bacellar. Também não há nenhuma indicação de irregularidade no fato de qualquer político criar cenários futuros ou planejar uma equipe para uma possível futura gestão. A menção dos nomes, portanto, está dentro do contexto de um planejamento hipotético.







