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Polícia

Homem é condenado a mais de 14 anos por matar namorada com tiro na cabeça em Salvador

Wagner Santos Oliveira matou Madaí São Bernardo com tiro na cabeça dentro de sua própria casa, em 2022

Redação ChicoSabeTudo
12 de junho, 2026 · 12:45 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Wagner Santos Oliveira foi condenado a 14 anos e três meses de prisão pelo feminicídio da então namorada, Madaí Santos São Bernardo, de 28 anos. O julgamento ocorreu na quinta-feira (11), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, e a decisão foi tomada pelos sete jurados do Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

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Os jurados acolheram a tese do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e reconheceram que o crime foi cometido por razões da condição de sexo feminino da vítima, além do uso de recurso que dificultou sua defesa. Após a sentença, o juiz Paulo Sérgio Barbosa de Oliveira determinou a prisão imediata do réu, que deixou o fórum preso e cumprirá pena inicialmente em regime fechado.

Segundo a denúncia, Madaí foi morta a tiros na madrugada de 11 de dezembro de 2022, após o casal participar do aniversário de uma prima de Wagner — a mesma manicure que havia apresentado os dois. Durante o julgamento, ficou estabelecido que o disparo ocorreu dentro da residência de Wagner, atingindo a cabeça da jovem.

Madaí trabalhava como designer de sobrancelhas, cursava técnico em enfermagem e namorava Wagner havia cerca de três a quatro meses.

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No júri, o réu negou o feminicídio e alegou que a morte foi acidental. Disse que Madaí foi buscá-lo na festa, percebeu que ele estava nervoso e suando, e que durante a discussão ela o segurou entre as pernas. Segundo Wagner, ele sacou a arma e, ao perceber isso, Madaí teria pensado que ele se mataria — momento em que o disparo teria ocorrido sem intenção.

A acusação, porém, apontou diversas contradições no depoimento do réu ao longo do processo: mudanças sobre o conhecimento da vítima a respeito de dívidas com agiotas, sobre a posição da arma, sobre a roupa usada no momento do crime e, principalmente, sobre a dinâmica do disparo. Enquanto Wagner afirmara inicialmente que a arma estava apontada para cima, a perícia concluiu que o tiro foi efetuado com a pistola encostada na cabeça da vítima — fato que ele acabou admitindo durante o julgamento.

A promotoria também citou antecedentes criminais do réu e relatos de familiares que o descreviam como agressivo em relacionamentos anteriores, além de destacar que ele não prestou socorro à vítima — quem acionou o serviço de emergência foi o pai de Wagner.

A irmã da vítima, Emily São Bernardo, depôs no julgamento e disse não aprovar o relacionamento, afirmando que Wagner tinha má reputação e que ouvira relatos sobre envolvimento dele com tráfico de drogas e homicídios, embora nunca tenha presenciado agressões entre o casal.

A pena foi calculada conforme a legislação vigente em dezembro de 2022, quando o feminicídio ainda era qualificadora do homicídio, e não crime autônomo — mudança que só ocorreu com a Lei nº 14.994, sancionada em outubro de 2024, que elevou as penas para casos semelhantes.

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