Sua próxima passagem de avião pode vir com um susto no preço, e a culpa é da guerra que está acontecendo do outro lado do mundo, no Oriente Médio. O conflito fez o preço do petróleo disparar, e isso afeta diretamente o querosene de aviação, o combustível que move as aeronaves.
Para as empresas aéreas brasileiras, como a Azul, Gol e Latam, o querosene representa cerca de um terço de todos os seus gastos. Com o barril de petróleo subindo, o custo para encher o tanque dos aviões aumenta e, mais cedo ou mais tarde, essa conta chega no bolso do passageiro.
Mas o problema não é só o preço do combustível. Para evitar as zonas de combate, os aviões estão sendo forçados a fazer rotas mais longas. Esses desvios aumentam o tempo de voo, gastam mais querosene e diminuem a oferta de assentos, complicando principalmente as viagens entre a Ásia e a Europa.
Aqui no Brasil, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) está em negociação com a Petrobras. A ideia é tentar fazer com que a estatal, que produz a maior parte do querosene no país, não repasse todo o aumento causado pela crise internacional.
Especialistas alertam que a situação se agrava porque a frota de aviões no mundo está limitada. Com poucos aviões novos disponíveis e muita gente querendo viajar, os voos ficam mais lotados e as passagens, naturalmente, mais caras. É a lei da oferta e da procura em ação.
O maior risco recai sobre a aviação regional, que conecta cidades menores como as da nossa região. Como os passageiros desses voos são mais sensíveis a aumentos, as companhias podem acabar cortando rotas, o que poderia isolar localidades que dependem do transporte aéreo.







