O golpe do amor continua a ser uma preocupação crescente, com casos alarmantes que evidenciam a vulnerabilidade emocional das vítimas. Em julho, uma aposentada de 62 anos no Distrito Federal acreditou estar se envolvendo sentimentalmente com um homem que afirmava viver no Alasca e que tinha uma filha doente. Ela acabou transferindo cerca de R$ 50 mil antes de descobrir que se tratava de um golpe.
Recentemente, uma mulher na França perdeu aproximadamente R$ 5 milhões para um golpista que usou uma imagem de Brad Pitt, manipulada por inteligência artificial, para construir uma relação fictícia. Esses incidentes demonstram que o golpe do amor não é um fenômeno isolado e, sim, uma prática criminosa que se adapta às novas tecnologias e plataformas de interação social.
Formas de atuação dos golpistas
Os golpes do amor podem ser classificados em duas categorias principais: a versão virtual, que é a mais comum, e a versão presencial. Na versão virtual, golpistas criam relacionamentos fictícios por meio de conversas e trocas de fotos, gerando vínculos emocionais com as vítimas. Estes manipuladores geralmente usam histórias trágicas para solicitar dinheiro, alegando necessidades urgentes, como tratamentos médicos ou custos de viagens.
A versão presencial, mais preocupante, envolve encontros que podem culminar em sequestros relâmpago. Em São Paulo, este tipo de ocorrência reduzido em cerca de 54% em 2023 em comparação ao ano anterior, com extremos cuidados recomendados em encontros realizados por aplicativos de relacionamento.
Sinais de alerta e prevenção
Identificar os sinais de alerta é essencial para evitar cair em golpes. É importante desconfiar de histórias que envolvem tragédias emocionais, evitar enviar dinheiro ou dados bancários sem confirmação, e sempre verificar a identidade da pessoa com quem se está conversando. Além disso, recomenda-se marcar encontros em locais públicos e manter amigos ou familiares informados sobre a localização.
Conforme as investigações sobre esses golpes avançam, recomenda-se que as vítimas não apaguem provas, como mensagens e conversas, que podem ser úteis em investigações futuras. Estão sendo feitos esforços pelas autoridades para coibir essas práticas criminosas e proteger os cidadãos de novos golpes.







