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Polícia

Genro que matou o sogro tentou alimentar pitbull com partes do corpo da vítima

Polícia Civil prende filha e genro suspeitos de matar e esquartejar idoso de 83 anos em Campo Magro (PR). Disputa por casa seria o principal motivo.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
07 de março, 2026 · 12:20 3 min de leitura
Foto: Reprodução/Ric RECORD/ Djalma Malaquias/Banda B.
Foto: Reprodução/Ric RECORD/ Djalma Malaquias/Banda B.

Na manhã desta sexta-feira (6), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) localizou o corpo de Jurandir de Oliveira, de 83 anos, em uma chácara situada no município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. O idoso estava desaparecido desde o dia 23 de fevereiro. Três pessoas foram presas temporariamente por envolvimento no caso, incluindo a filha adotiva da vítima, o genro e um terceiro indivíduo.

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De acordo com as autoridades policiais, o corpo foi encontrado desmembrado. O genro da vítima confessou a autoria material do homicídio e da ocultação do cadáver, detalhando a dinâmica do crime aos investigadores.

Da investigação de desaparecimento à elucidação do homicídio

As investigações tiveram início após um dos filhos biológicos de Jurandir, identificado como Emerson, registrar um Boletim de Ocorrência relatando o desaparecimento do pai. Segundo o familiar, o idoso teria saído para trabalhar no dia 23 de fevereiro e não retornou.

O delegado à frente do caso, Leandro Vadalá, explicou que a apuração mudou de foco à medida que novas evidências surgiram.

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“Inicialmente, tratava-se de um desaparecimento. A equipe conseguiu informações de que ele, na verdade, teria sido vítima de um homicídio. Conseguimos juntar alguns elementos e representamos pela prisão temporária de três indivíduos”, afirmou Vadalá.

Um ponto crucial para o avanço do caso ocorreu durante o cumprimento dos mandados de prisão. O aparelho celular da vítima foi localizado na residência de um terceiro suspeito, um conhecido da família, que também foi detido.

Dinâmica do crime e ocultação do cadáver

Após ser preso, o genro da vítima, identificado como Ruan — que já possuía antecedentes criminais —, confessou a execução do crime. Segundo os relatos repassados à polícia, o assassinato ocorreu nos fundos da residência onde a família morava. Para evitar que vizinhos ouvissem eventuais ruídos, os autores teriam utilizado som em volume alto.

A arma utilizada no homicídio foi uma machadinha. Após a morte, o corpo do idoso foi desmembrado ao longo de alguns dias. De acordo com as informações divulgadas pela investigação, o autor confesso relatou ter tentado, inicialmente, alimentar o cão da família (da raça pitbull) com os restos mortais, mas o animal rejeitou.

Diante disso, o suspeito utilizou um carrinho de mão para realizar quatro viagens até uma chácara próxima, onde as partes do corpo foram enterradas e cobertas com cal, em uma tentativa de acelerar a decomposição e ocultar vestígios. Após a confissão, o próprio suspeito indicou à polícia a localização exata dos restos mortais, que foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Motivação e contexto familiar

As investigações da Polícia Civil apontam que a filha adotiva da vítima, identificada como Isabela, teria sido a mandante do crime. A motivação principal estaria atrelada a interesses financeiros e patrimoniais. Segundo os autos, Isabela já administrava o valor da aposentadoria do pai e tinha o objetivo de se apropriar integralmente da residência onde viviam.

O histórico familiar já apresentava sinais de conflito. Emerson, o filho que denunciou o desaparecimento, relatou que o pai vivia em condições precárias e sofria agressões e atritos constantes com o genro. Emerson havia planejado encontrar o pai no dia 24 de fevereiro para transferi-lo para uma nova casa alugada, visando tirá-lo daquele ambiente, mas Jurandir já não respondia aos contatos.

Isabela foi presa em Curitiba logo após a confissão do companheiro e encaminhada à delegacia para prestar depoimento formal.

Próximos passos

A Polícia Civil informou que um enteado de Jurandir, uma criança que residia na mesma casa com a mãe (Isabela), o padrasto (Ruan) e o idoso, pode ter presenciado partes da ação criminosa.

Devido à idade e à gravidade da situação, as autoridades adotarão protocolos específicos.

“Faremos um pedido para que seja feito um depoimento especial dessa criança, com acompanhamento de um psicólogo. Caso ela tenha visto e passado por aqueles momentos na casa, precisará de um acompanhamento adequado”, pontuou o delegado Leandro Vadalá.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalhará na conclusão do inquérito e no indiciamento formal dos três detidos.

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Foto: Djalma Malaquias/Banda B.
Foto: Djalma Malaquias/Banda B.

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