A Polícia Civil do Estado de Alagoas (PC/AL) confirmou nesta sexta-feira (6) a ampliação das linhas de investigação referentes ao sequestro e homicídio da jovem Evilly Soares. O crime, registrado no último domingo (1º) no município de Maravilha, no Sertão alagoano, agora tem como foco principal a identificação da possível autoria intelectual — ou seja, os mandantes do delito.
De acordo com o delegado Leonardo Amorim, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 2ª Região e responsável pelo inquérito, a nova fase da investigação foi motivada pelo surgimento de evidências digitais. A polícia tomou conhecimento de materiais que circulam nas redes sociais, com destaque para um vídeo atribuído a um adolescente que seria um dos supostos executores do crime.
“Já estamos analisando esse material e, diante dessas informações, foi aberta uma nova linha de investigação para apurar a possível autoria intelectual do crime”, explicou o delegado Amorim.
Dinâmica do crime e prisões
O caso teve início no domingo (1º), quando Evilly Soares foi raptada enquanto caminhava em via pública no município de Maravilha. No momento da abordagem, a vítima estava com um bebê de colo. Posteriormente, o corpo da jovem foi localizado na zona rural do município vizinho de Ouro Branco.
As autoridades policiais informam que a autoria material — a identificação de quem executou o sequestro e o assassinato — foi esclarecida de forma célere, ainda nos primeiros dias após o fato. Isso foi possível devido a uma operação conjunta que integrou equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar de Alagoas, contando também com o suporte das forças de segurança do estado de Pernambuco.
A ação integrada resultou na prisão em flagrante de um dos indivíduos apontados como executores diretos do homicídio. A identidade do suspeito não foi divulgada para não comprometer o andamento das diligências.
Próximos passos da investigação
Apesar do avanço na captura de um dos envolvidos na execução, a PC/AL enfatiza que o caso não está encerrado. O objetivo atual é mapear toda a rede de envolvimento, desde a execução até o planejamento do sequestro.
“As investigações seguem em andamento para responsabilizar devidamente tanto os autores materiais quanto os possíveis autores intelectuais do delito”, destacou o delegado Leonardo Amorim.
O inquérito permanece sob a responsabilidade da DHPP da 2ª Região, que não descarta a realização de novas diligências e oitivas à medida que a análise do material digital avance.
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