O Complexo Penitenciário do Estado, localizado em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, implementou uma estratégia inusitada de segurança ao utilizar gansos como sentinelas. Desde 2009, esses animais têm atuado como sinalizadores de fuga, uma alternativa que se mostrou eficaz em comparação à tradicional utilização de cães de guarda.
A escolha dos gansos para essa função foi baseada em suas características naturais. Segundo Marcos Roberto de Souza, diretor da Penitenciária, a ideia surgiu a partir de um policial penitenciário que possuía gansos em sua propriedade. Os gansos, além de possuírem um comportamento mais alerta e menos domesticável que os cães, apresentam um instinto de proteção acentuado, emitindo gritos altos e podendo até atacar intrusos.
Outra vantagem da utilização dos gansos é a economia gerada. Esses animais exigem menos assistência veterinária e têm uma expectativa de vida de 15 a 20 anos, alimentando-se principalmente de grama, complementada por ração. O espaço onde os gansos ficam foi estrategicamente planejado, situando-se entre um muro alto e uma tela de proteção, dificultando ainda mais eventuais tentativas de fuga.
Em caso de uma tentativa de evasão, os gansos emitem gritos que podem ser ouvidos a longas distâncias, permitindo que os agentes penitenciários atuem rapidamente para evitar a fuga. Essa abordagem não só fortalece a segurança do presídio, mas também demonstra uma adaptação inovadora às necessidades do sistema penitenciário.
A estratégia deverá ser monitorada ao longo do tempo para avaliar sua eficácia e considerar possíveis ajustes.







