A Força Nacional vai continuar atuando no extremo sul da Bahia por pelo menos mais três meses. O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a prorrogação das tropas até o dia 20 de julho, com o objetivo de evitar novos confrontos em áreas de disputa de terra.
Os agentes prestam apoio direto à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e estão concentrados nas terras dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe. A decisão acontece no momento em que a região completa um ano de ocupação federal devido à insegurança no campo.
A missão dos policiais é garantir a ordem pública e proteger tanto o patrimônio quanto a vida dos moradores e trabalhadores da região. O clima no sul do estado segue pesado, com muitos territórios ainda aguardando a demarcação oficial e sendo alvo de brigas na Justiça.
Recentemente, o Ministério Público Federal reforçou que não existem barreiras jurídicas para reconhecer as terras indígenas de Barra Velha do Monte Pascoal e Tupinambá de Belmonte. No entanto, enquanto os papéis não saem, a disputa entre fazendeiros e indígenas gera episódios de violência.
Um dos casos mais graves aconteceu em fevereiro, quando duas turistas foram baleadas em uma zona de conflito na cidade de Prado. O episódio aumentou a pressão sobre o Governo Federal para manter o policiamento reforçado e evitar que o sangue continue correndo na região.
Além da segurança nas estradas e matas, a Justiça Federal também tem barrado ordens de reintegração de posse em Porto Seguro. A ideia é manter as famílias indígenas onde estão até que os processos administrativos da Funai sejam concluídos definitivamente.







