O governo dos Estados Unidos comunicou oficialmente ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que pretende classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida visa atingir diretamente o bolso desses grupos criminosos, que movimentam bilhões através da lavagem de dinheiro.
Com essa mudança de status, Washington poderá congelar bens e ativos das facções em solo americano. Além disso, qualquer pessoa ou empresa sob jurisdição dos EUA ficará proibida de fornecer suporte aos grupos, o que acaba criando uma barreira severa para que eles utilizem o sistema bancário mundial.
Apesar do aviso antecipado ser visto como um gesto de respeito diplomático com o Brasil, a decisão gera desconforto no Palácio do Planalto. O governo Lula demonstra resistência à ideia, temendo que a classificação abra portas para intervenções estrangeiras ou sanções que possam ferir a soberania nacional.
O Departamento de Estado americano justifica a ofensiva citando o sucesso de medidas parecidas tomadas contra cartéis mexicanos e o Cartel de los Soles, da Venezuela. Para as autoridades dos EUA, o combate ao crime organizado exige o bloqueio total do fluxo financeiro internacional.
Enquanto o Ministério da Justiça defende o enfrentamento às facções em solo brasileiro, o cenário internacional se torna mais rígido. Se a classificação for confirmada, o PCC e o CV passam a figurar na mesma lista de grandes ameaças globais monitoradas pela Casa Branca.







