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Polícia

Filha de pastores é presa em operação contra apoio ao Comando Vermelho

Família é investigada por supostamente usar projeto religioso para facilitar a comunicação e prestar apoio a integrantes da facção em presídios

Redação ChicoSabeTudo
16 de julho, 2026 · 10:59 2 min de leitura
Filha de pastores é presa em operação contra apoio ao Comando Vermelho

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Fariseus, que investiga uma família suspeita de utilizar um projeto religioso para prestar apoio a integrantes do Comando Vermelho dentro e fora de unidades prisionais do estado.

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Entre os investigados estão os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, além da filha do casal, Rhavenna Barcelos de Almeida. Segundo a polícia, a jovem mantinha um relacionamento com um homem apontado como liderança da facção criminosa.

De acordo com as investigações, membros da família teriam aproveitado o acesso aos presídios, obtido por meio de atividades missionárias, para manter contato com detentos e foragidos ligados ao Comando Vermelho. O grupo também é suspeito de transmitir recados entre integrantes da facção e seus familiares, além de oferecer apoio logístico à organização criminosa.

A Polícia Civil apura ainda um possível esquema de lavagem de dinheiro. Valores supostamente relacionados à facção teriam sido movimentados por contas bancárias de parentes e terceiros, com depósitos fracionados para dificultar a identificação da origem dos recursos.

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Conforme a investigação, o dinheiro teria sido utilizado no pagamento de viagens, veículos e procedimentos estéticos.

Durante a operação, a Justiça determinou a prisão preventiva de Rhavenna, o cumprimento de mandados de busca e apreensão e a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados. Também foi suspensa temporariamente a entrada dos alvos em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

Uma das buscas foi realizada no estabelecimento comercial “A Burguesinha dos Looks”, localizado no bairro Pedregal, em Cuiabá.

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Segundo a Polícia Civil, foram encontradas videochamadas entre mulheres vinculadas ao projeto religioso e supostas lideranças do Comando Vermelho. Os investigadores também identificaram conversas em que uma das suspeitas teria solicitado um “salve”, termo utilizado para designar punições impostas por facções criminosas.

Outros diálogos analisados pela polícia tratariam da negociação de uma arma de fogo que estaria escondida em uma propriedade rural utilizada pela família. A investigação também aponta que integrantes do grupo realizaram viagens ao Rio de Janeiro e frequentaram uma comunidade com atuação do Comando Vermelho.

Rhavenna é apontada pelos investigadores como uma das responsáveis por utilizar a estrutura familiar e o projeto missionário para facilitar a comunicação e o suporte a integrantes da facção presos ou foragidos.

A Operação Fariseus é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar possíveis envolvidos no esquema.

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