Uma operação internacional, denominada "Operação Fim de Jogo", resultou no desmantelamento de três das principais redes de cibercrime do mundo. Coordenada pela Europol, a ação ocorreu na Grécia e resultou na prisão do principal suspeito, além da apreensão de mais de mil servidores associados a atividades maliciosas.
Os alvos da operação incluíram o malware Rhadamanthys, a botnet Elysium e o trojan de acesso remoto VenomRAT. Esses sistemas eram considerados essenciais em ataques cibernéticos, com a Europol afirmando que desempenharam papéis cruciais no crime digital internacional. Durante a operação, foi revelado que a infraestrutura desmantelada consistia em centenas de milhares de computadores infectados, processando milhões de credenciais roubadas, muitas vezes sem o conhecimento dos usuários.
A atuação da Europol foi necessária após o aumento da atividade do Rhadamanthys, que ganhou destaque após o desmantelamento do malware Lumma. Especialistas alertam que a constante evolução das ameaças digitais faz parte de um jogo em que uma nova ameaça surge rapidamente após a eliminação de outra. O Rhadamanthys foi responsável por comprometer mais de 12 mil vítimas em outubro de 2025, segundo dados da Black Lotus Labs, que atuou como parceira na operação.
“A desativação do Rhadamanthys é uma vitória, mas o combate ao cibercrime exige vigilância constante”, afirmou Ryan English, pesquisador da Black Lotus Labs, que enfatizou a natureza dinâmica desse tipo de crime. Com a cooperação internacional consolidada, as autoridades continuam a monitorar o surgimento de novas ameaças digitais.
A "Operação Fim de Jogo" reforça a necessidade de trabalho conjunto na luta contra o cibercrime, um campo em constante transformação e repleto de desafios para a segurança digital.







