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Estudo da Polícia Civil da Bahia analisa crimes de racismo

Estudo da Polícia Civil da Bahia revela dados sobre 4,5 mil crimes de racismo, com foco em ações efetivas para combate à discriminação.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
20 de novembro, 2025 · 07:29 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia apresentou, nesta quarta-feira (19), o estudo intitulado "Quando a cor da pele define o alvo – Racismo, território e desafios para a sociedade baiana (2022–2024)". O evento ocorreu no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador, para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra.

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O relatório, elaborado pelo Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE), analisa cerca de 4,5 mil ocorrências de crimes de racismo e injúria racial registados no estado. De acordo com o responsável estatístico do ISPE, Evaldo Simões, o objetivo do estudo é fornecer informações que ajudem na formulação de estratégias pelos órgãos competentes e fomentar o debate sobre os efeitos do racismo na sociedade.

Em sua apresentação, Omar Andrade Leal, diretor do ISPE, ressaltou a importância da pesquisa. "Iniciamos este estudo com dados criminais e estatísticos para entender, com precisão, o cenário do racismo na Bahia. Com a análise desses indicadores, é possível mostrar onde e como esses crimes ocorrem, ajudando a sociedade a perceber a urgência de ações estruturadas e políticas públicas eficazes", afirmou.

O delegado da Delegacia de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa (Decrin), Ricardo Amorim, destacou que o relatório é uma ferramenta valiosa para as investigações. "É um momento de reflexão sobre desigualdades e a maneira de enfrentar esses crimes com eficácia. Com este estudo, a Decrin poderá melhorar suas práticas ao identificar áreas mais afetadas e orientar a população no combate ao racismo", disse.

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A diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Vítimas de Violência (DPMCV), Juliana Fontes, reafirmou o compromisso de não tolerar qualquer forma de discriminação. "Os dados apresentados são cruciais para a luta pela Consciência Negra e as ações firmes do DPMCV. A dignidade humana é um direito universal e a Polícia Civil não permitirá práticas discriminatórias", declarou.

O evento contou com a presença de representantes de secretarias estaduais, como a da Igualdade Racial (Sepromi) e da Segurança Pública (SSP), além de entidades do movimento negro, lideranças religiosas e instituições como a Defensoria Pública e a Polícia Militar. O estudo completo está disponível para consulta pública.

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