Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Estudante de medicina é condenado após arrancar orelha de engenheiro com mordidas na Bahia

O crime aconteceu durante uma festa em Guarajuba; agressor foi condenado a mais de dois anos de prisão e deverá pagar indenização

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
24 de março, 2026 · 21:10 1 min de leitura

A Justiça da Bahia condenou um estudante de medicina a 2 anos e 3 meses de reclusão por uma agressão brutal ocorrida durante a festa 'Farra de Verão', em Guarajuba. O réu foi acusado de arrancar parte da orelha de um jovem engenheiro civil com mordidas após imobilizá-lo com um golpe de 'mata-leão'.

Publicidade

O crime aconteceu em janeiro de 2024, quando a vítima tentou intervir em uma briga para proteger o próprio irmão. Segundo o relato do engenheiro, o estudante o atacou pelas costas, derrubou-o no chão e começou a morder sua orelha repetidamente até que o membro ficasse praticamente solto.

Testemunhas que presenciaram a cena descreveram o episódio como uma 'barbárie'. Uma das pessoas que prestou depoimento afirmou ter visto o agressor 'comendo' a orelha da vítima. O caso gerou revolta pela violência desmedida e pelo fato de o agressor ser um futuro profissional de saúde.

Apesar de o estudante negar a participação na briga, o juiz da 1ª Vara Criminal de Camaçari utilizou imagens do evento que mostravam o rapaz com manchas de sangue na camisa. Além da prisão, o magistrado determinou o pagamento de R$ 5 mil como indenização mínima por danos morais.

Publicidade

A decisão judicial também levou em conta o trauma psicológico sofrido pelo engenheiro, que desenvolveu quadros de ansiedade e depressão após o ataque. A sentença apontou ainda que a organização do evento falhou ao não oferecer segurança e suporte médico adequados no momento da confusão.

Mesmo com a condenação estabelecida, o estudante de medicina recebeu o direito de recorrer da decisão em liberdade. O caso segue repercutindo pela gravidade das lesões e pela identificação do agressor ainda no local do evento.

Leia também