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Detento morre após briga no Conjunto Penal de Paulo Afonso

Detento identificado como Gabriel morre no Conjunto Penal de Paulo Afonso após confronto com desafeto. Caso é apurado pelas autoridades.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
07 de novembro, 2025 · 08:11 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Um detento identificado como Gabriel Bonifácio Barros morreu na tarde de quinta-feira (6) dentro do Conjunto Penal de Paulo Afonso, no norte da Bahia, após uma briga com outro interno conhecido como “Guga”. O caso ocorreu no banheiro localizado no pátio da unidade, durante o horário de banho de sol. A vítima havia dado entrada na unidade prisional na manhã do mesmo dia. Horas depois, os dois se desentenderam e a discussão evoluiu para agressão física. Gabriel foi espancado e teve a cabeça golpeada contra o chão, morrendo no local.

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De acordo com os relatos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores do bairro BTN, em Paulo Afonso, e já possuíam desavenças anteriores fora do presídio. Gabriel já tinha passagens anteriores por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e, no dia do caso, ele foi preso após ter sido flagrado pela Polícia Militar, junto com um comparsa, em uma motocicleta roubada na cidade de Jatobá (PE); eles também portavam armas de fogo e munições. O suspeito, que já respondia por homicídio, foi contido por agentes penitenciários e encaminhado à delegacia para as medidas cabíveis.

O caso acontece poucos dias após a deflagração da Operação Impactus no Conjunto Penal de Paulo Afonso, ação conjunta do Ministério Público da Bahia (Gaeco/Gaep), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e da Polícia Militar, que realizou revistas e apreensões de materiais ilícitos, como celulares e drogas, com o objetivo de reduzir crimes violentos letais na região. O Conjunto Penal de Paulo Afonso é administrado pela Seap e recolhe presos dos regimes fechado e semiaberto, além de, excepcionalmente, provisórios de comarcas da região.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil deve apurar a dinâmica do confronto, as circunstâncias exatas da agressão e a eventual responsabilização do suspeito pela morte.

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