A família de um homem preso nesta semana em Delmiro Gouveia (AL), suspeito de estuprar e engravidar a própria cunhada, uma adolescente de 17 anos, veio a público negar as acusações. Em entrevista, parentes do investigado afirmaram que a relação entre os dois teria sido consensual e informaram que a defesa vai apresentar provas para contestar a prisão.
A prisão aconteceu na quarta-feira (22), na Rua Barão de Penedo, no bairro Campo Grande, durante ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça com base nas investigações conduzidas pelo delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente relatou ter sido vítima de violência sexual e disse que a gravidez é resultado do abuso. As autoridades apontam ainda que o investigado teria descumprido uma medida protetiva, fator que reforçou o pedido de prisão preventiva.
De acordo com o delegado, os abusos teriam ocorrido em períodos em que o marido da jovem, irmão do suspeito, estava viajando. Após a prisão, o investigado passou por exame de corpo de delito na UPA de Delmiro Gouveia e foi levado ao Centro Integrado de Segurança Pública, onde ficou à disposição da Justiça. A audiência de custódia foi realizada na quinta-feira (23).
Pai, mãe, irmão e esposa do investigado concederam entrevista para contestar a denúncia. Segundo os familiares, o suspeito nega qualquer tipo de violência sexual e sustenta que a relação com a adolescente ocorreu de forma consensual, versão que pretende sustentar ao longo do processo judicial.
Ainda de acordo com os parentes, a defesa já reuniu fotos, mensagens e outros registros entregues aos advogados, que seriam usados para tentar comprovar que os encontros entre os dois aconteciam de forma voluntária. O objetivo, segundo a família, é reverter a prisão preventiva enquanto o processo segue em andamento.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, sem que haja, até o momento, sentença condenatória. O investigado permanece amparado pelos princípios do contraditório e da ampla defesa, enquanto a adolescente segue protegida pelas garantias previstas na legislação para vítimas de violência sexual. Para preservar a identidade dos envolvidos, os nomes não foram divulgados.







